IA do Muralha Paulista ajuda a prender mais de 15 mil em SP

IA do Muralha Paulista ajuda a prender mais de 15 mil em SP

Sistema utiliza leitura automática de placas e reconhecimento facial e já conta com mais de 125,5 mil sensores e câmeras no estado

A inteligência artificial utilizada pelo programa Muralha Paulista, do Governo de São Paulo, já contribuiu para a prisão de mais de 15 mil infratores no estado.

A tecnologia também vem sendo empregada na localização de veículos roubados ou furtados, na identificação de pessoas procuradas pela Justiça e no apoio à elucidação de crimes, incluindo homicídios e casos relacionados ao tráfico internacional de drogas.

Atualmente, a plataforma reúne mais de 125,5 mil sensores e câmeras distribuídos pelo território paulista.

Como funciona o Muralha Paulista

Segundo o coordenador-geral do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, coronel Carlos Lucena, a inteligência artificial é utilizada principalmente na leitura automática de placas e no reconhecimento facial.

Quando o sistema identifica um veículo com registro de roubo ou furto ou uma pessoa procurada pela Justiça, a informação é direcionada para a equipe policial mais próxima, que pode realizar a abordagem.

Na sede do CICC, na capital paulista, uma cabine dedicada ao Muralha Paulista é integrada às estruturas dos 11 Centros de Operações da Polícia Militar (COPOMs) espalhados pelo estado.

O sistema também permite acompanhar a movimentação de veículos identificados, possibilitando, em determinadas situações, rastrear o percurso e obter informações sobre embarque e desembarque de pessoas.

613 municípios já aderiram ao programa

Segundo os dados apresentados pelo governo paulista, 613 municípios já iniciaram a adesão ao Muralha Paulista, enquanto 231 estão totalmente integrados ao programa.

A estrutura alcança cerca de 80% da população do estado, o equivalente a aproximadamente 37,6 milhões de habitantes.

A rede também permite a participação de empresas e cidadãos, que podem integrar gratuitamente ao sistema câmeras particulares voltadas para áreas externas.

Atualmente, são 443 colaboradores em 216 municípios.

O programa também possui integração com equipamentos do Metrô de São Paulo, com 57 estações e 266 câmeras conectadas à plataforma.

Tecnologia também é usada em grandes eventos

O Muralha Paulista passou a ser utilizado também em grandes eventos, incluindo partidas de futebol.

Segundo o governo estadual, 3 milhões de torcedores já foram fiscalizados por meio do sistema.

A plataforma também começou a incorporar imagens aéreas. Em junho, um projeto-piloto de integração de helicópteros e drones da Polícia Militar foi iniciado na capital durante a Operação Integra SP.

Rede será ampliada nas rodovias

A estrutura de monitoramento deverá crescer com a implantação do chamado cinturão eletrônico, em parceria com a Artesp.

A expansão prevê a integração de mais de 4 mil câmeras e cerca de 350 leitores automáticos de placas instalados nas rodovias concedidas.

A expectativa é ampliar a capacidade de acompanhamento da circulação de veículos e identificação de ocorrências nas estradas paulistas.

Prisões e apreensões em SP

O Muralha Paulista integra um conjunto de ações de segurança pública adotadas pelo governo estadual.

Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, as polícias paulistas prenderam 718,9 mil infratores, retiraram 46,2 mil armas das ruas, recuperaram 178 mil veículos e apreenderam 774 toneladas de drogas, segundo os dados divulgados pelo governo.

No primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período da série histórica, São Paulo registrou os menores números de homicídios, latrocínios, roubos em geral, roubos de veículos e roubos de carga.


Foto: Divulgação/PMESP

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