SP terá 132 mil eleitores votando fora da seção de origem

Mais de 132 mil eleitoras e eleitores solicitaram transferência temporária para votar no Estado de São Paulo durante o primeiro turno das Eleições 2026. Desse total, cerca de 72 mil pedidos foram feitos na modalidade de voto em trânsito, que representa aproximadamente 55% das solicitações.

No segundo turno, caso seja necessário, São Paulo recebeu cerca de 130 mil pedidos de transferência temporária, sendo aproximadamente 71 mil para voto em trânsito.

As Eleições 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

O voto em trânsito permite que o eleitor vote fora de seu domicílio eleitoral quando estiver em outra cidade no dia da eleição. No entanto, quem solicitou a modalidade não poderá votar na seção eleitoral de origem.

A transferência temporária pode ocorrer para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Também é possível escolher cidades diferentes para o primeiro e o segundo turno.

O que muda para quem pediu voto em trânsito

Quem solicitou a transferência dentro do próprio Estado de São Paulo poderá votar para todos os cargos em disputa. No primeiro turno, aproximadamente 32 mil eleitores paulistas estão nessa situação.

Já quem solicitou a transferência para São Paulo vindo de outro Estado poderá votar somente para presidente da República.

Se o eleitor habilitado para o voto em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da votação, deverá apresentar justificativa pela ausência. Não é necessário solicitar posteriormente o retorno do título à seção de origem: a alteração ocorrerá automaticamente.

O prazo para solicitar a transferência temporária terminou em 20 de agosto.

Como consultar o novo local de votação

Quem alterou temporariamente o local de votação pode consultar o endereço da nova seção eleitoral pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral.

No Autoatendimento, a consulta está disponível na opção “Onde Votar”, dentro do menu “Consultas”. No e-Título, a função aparece na aba “Onde votar”, localizada na parte inferior da tela.

Além do voto em trânsito, a transferência temporária também pode ser solicitada em situações específicas, como por pessoas convocadas para trabalhar nas eleições, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, servidores da Justiça Eleitoral, militares em serviço e presos provisórios.

São Paulo concentra 21,4% do eleitorado brasileiro

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a aproximadamente 21,4% do eleitorado nacional.

Para as eleições deste ano, o Estado terá 103.841 seções eleitorais, distribuídas em mais de 11 mil locais de votação nos 645 municípios paulistas.

A organização do pleito ficará a cargo das 393 zonas eleitorais do Estado. Do total de seções, 36.638 são consideradas acessíveis, com estrutura sem escadas ou com acesso por rampas e elevadores.


Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

TSE homologa Marçal, mesmo com inelegibilidade até 2032

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou na sexta-feira (4) o registro das 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026, incluindo a de Pablo Marçal (PRTB). A confirmação ocorre mesmo com o empresário considerado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2032.

A situação de Marçal, que vinha sendo apontado em diferentes reportagens como fora da disputa presidencial, é mais complexa. O candidato poderá participar da eleição com o registro sub judice, enquanto a Justiça Eleitoral analisa os recursos apresentados por sua defesa.

Marçal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A decisão está relacionada ao chamado “concurso de cortes”, estratégia que envolvia a produção e disseminação de trechos de vídeos do então candidato nas redes sociais.

A condenação foi mantida pelo TRE-SP em dezembro de 2025, por 4 votos a 3, e posteriormente os recursos apresentados pela defesa tiveram novos desdobramentos na Justiça Eleitoral paulista. A defesa tenta levar a discussão ao TSE.

O que significa estar sub judice

A confirmação do registro não significa que a condenação que tornou Marçal inelegível tenha sido anulada. Na prática, a candidatura permanece sob análise judicial e poderá sofrer alterações caso uma decisão definitiva impeça o empresário de disputar o cargo.

De acordo com as regras eleitorais, candidatos com registro sub judice podem realizar atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva sobre a candidatura. Isso inclui pedir votos, participar da propaganda eleitoral e ter o nome mantido na urna eletrônica durante a tramitação do processo.

A situação de Marçal ganhou ainda mais atenção em agosto, quando o próprio TSE havia determinado, em decisão liminar, que ele não poderia utilizar recursos públicos de campanha nem realizar propaganda eleitoral gratuita até a análise do mérito do registro. Na ocasião, a Corte ressaltou que aquela decisão não representava antecipação do julgamento definitivo da candidatura.

Treze candidatos na disputa

Com a homologação dos registros, a eleição presidencial de 2026 terá 13 candidatos. Além de Pablo Marçal, estão na disputa:

  • Augusto Cury (Avante), número 70;
  • Clariana Barão (DC), número 27;
  • Edmilson Costa (PCB), número 21;
  • Flávio Bolsonaro (PL), número 22;
  • Hertz Dias (PSTU), número 16;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13;
  • Renan Santos (Missão), número 14;
  • Romeu Zema (Novo), número 30;
  • Ronaldo Caiado (PSD), número 55;
  • Rui Costa Pimenta (PCO), número 29;
  • Samara Martins (UP), número 80;
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata), número 35.

Os registros de seis chapas já haviam sido validados pelo TSE em sessão virtual realizada em 2 de setembro. Na ocasião, a Corte aprovou as candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro, Samara Martins, Romeu Zema, Hertz Dias e Edmilson Costa. Os outros sete registros, entre eles o de Marçal, aguardavam análise.

A situação jurídica de Pablo Marçal, portanto, ainda pode sofrer alterações ao longo do processo eleitoral. A homologação do registro permite que ele esteja na disputa neste momento, mas não representa uma decisão que tenha afastado a inelegibilidade determinada anteriormente pelo TRE-SP.


Fonte: ww.horasp.com.br | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Wesley Cezar ganha protagonismo e mira vaga na Câmara dos Deputados

As movimentações para as eleições de 2026 começam a ganhar força na Região Metropolitana de São Paulo, e um dos nomes que vem chamando atenção é o do empresário Wesley Cezar, conhecido como Lelinho. Filiado ao Partido Liberal (PL), ele intensificou sua agenda política nos últimos meses e desponta como um dos pré-candidatos do partido à Câmara dos Deputados.

A projeção ganhou ainda mais força após o evento realizado na última semana, no Espaço Savana, em Santana de Parnaíba, que reuniu lideranças estaduais e municipais e marcou o lançamento de sua pré-campanha.

Entre os participantes estavam o governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, os candidatos ao Senado André do Prado e Guilherme Derrite, além do prefeito de Barueri, Beto Piteri, do ex-prefeito Rubens Furlan, das deputadas estaduais Bruna Furlan e Valéria Bolsonaro, além de prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças da região.

Durante o evento, Tarcísio declarou apoio à pré-candidatura de Wesley Cezar e afirmou que ele poderá atuar como representante de São Paulo na Câmara dos Deputados.

“O meu representante na Câmara Federal está aqui. É o Wesley Cezar. Ele vai ajudar o Estado de São Paulo, será a ponte comigo em Brasília e vai representar nossa população com competência”, afirmou o governador.

Trajetória política começa a ganhar força

Embora estreante na política eleitoral, Wesley Cezar já disputou uma vaga para deputado federal nas eleições de 2022, quando recebeu mais de 40 mil votos.

Desde então, ampliou sua participação em agendas públicas, encontros políticos e ações voltadas aos municípios da Região Oeste da Grande São Paulo, reforçando sua presença no cenário político estadual.

Caso a candidatura seja oficializada, ele buscará representar Santana de Parnaíba e cidades vizinhas na Câmara dos Deputados.

Histórico familiar influencia trajetória

A trajetória política de Wesley também é marcada pela atuação de sua família na vida pública.

Ele é irmão do prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, e filho do ex-prefeito e ex-deputado estadual Cezar, nomes que ocupam posição de destaque na política regional há décadas.

Apesar da ligação familiar, Wesley tem afirmado em suas agendas públicas que pretende construir sua atuação com foco em pautas próprias, voltadas ao desenvolvimento dos municípios, à saúde e à busca de investimentos federais.

Saúde está entre as prioridades

Entre os temas que o pré-candidato tem destacado em suas manifestações públicas, a saúde aparece como uma das principais prioridades.

Segundo pessoas próximas ao empresário, a intenção é atuar para ampliar investimentos federais destinados à rede pública de saúde, fortalecer hospitais e melhorar o atendimento regional.

Além da saúde, Wesley tem abordado temas relacionados ao desenvolvimento regional, geração de oportunidades e fortalecimento dos municípios.

Eleições de 2026 começam a ganhar forma

Com o início das convenções partidárias e da definição das chapas, o cenário eleitoral paulista começa a ganhar novos contornos.

Nesse contexto, Wesley Cezar passa a integrar o grupo de nomes que buscam ampliar sua projeção política e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

O desempenho nas articulações partidárias e a capacidade de ampliar sua base de apoio para além de Santana de Parnaíba deverão ser fatores importantes ao longo da campanha.


Foto: Reprodução/Redes Sociais

MDB libera diretórios estaduais para definir alianças nas eleições

Convenção nacional da legenda definiu que diretórios estaduais terão autonomia para formar coligações nas eleições deste ano

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira (27), não lançar candidato à Presidência da República nem firmar coligações em âmbito nacional nas eleições deste ano.

Com a decisão, os diretórios estaduais da legenda terão autonomia para definir alianças de acordo com a realidade política de cada estado.

Segundo o partido, a estratégia é concentrar esforços na eleição de governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, além de fortalecer a bancada do MDB no Congresso Nacional.

Em declaração divulgada pelo partido, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que a decisão busca preservar a unidade interna da legenda.

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, declarou.

A convenção foi realizada de forma virtual, modelo já adotado pelo MDB nas eleições de 2022. Não houve reunião presencial das principais lideranças da legenda.

Próximas convenções partidárias

O calendário das convenções nacionais continua nos próximos dias. As datas já confirmadas são:

  • 30 de julho: PCdoB;
  • 31 de julho: PSTU;
  • 31 de julho: PV;
  • 1º de agosto: PCO;
  • 2 de agosto: PT;
  • 2 de agosto: PSB.

As convenções definem as estratégias eleitorais dos partidos para a disputa deste ano, incluindo candidaturas e alianças.


Foto: Lúcio Sorge/Divulgação

Prefeitos de Barueri, Jandira e Itapevi declaram apoio a Bruna Furlan e Igor Soares

Coletiva em Barueri reuniu lideranças da Região Oeste e marcou a formação de uma frente política regional para as eleições de 2026

Os prefeitos de Barueri, Jandira e Itapevi anunciaram, na noite de segunda-feira (20), apoio às pré-candidaturas de Bruna Furlan à reeleição como deputada estadual e do ex-prefeito de Itapevi, Igor Soares, para deputado federal.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada no Diretório Municipal do Republicanos, em Barueri, com a presença de veículos de comunicação da Região Oeste da Grande São Paulo.

Além dos dois pré-candidatos, participaram do encontro o ex-prefeito de Barueri Rubens Furlan, o prefeito de Barueri Beto Piteri, o prefeito de Jandira Dr. Sato e o prefeito de Itapevi Teco Godoy.

Lideranças defendem fortalecimento da representação regional

Durante a coletiva, os participantes defenderam a ampliação da representatividade da Região Oeste na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara dos Deputados.

Segundo as lideranças, a atuação de parlamentares com conhecimento da realidade dos municípios pode contribuir para a obtenção de recursos e o avanço de projetos nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura e desenvolvimento social.

Os prefeitos também destacaram que a união entre os municípios fortalece a interlocução da região junto aos governos estadual e federal.

Rubens Furlan destaca experiência dos pré-candidatos

Rubens Furlan afirmou que Bruna Furlan e Igor Soares representam uma nova geração de lideranças com experiência na administração pública e atuação voltada às demandas da população.

Ao comentar a trajetória de Igor Soares, o ex-prefeito ressaltou as transformações realizadas em Itapevi durante sua gestão, citando investimentos em educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida.

Igor Soares defende atuação regional

Prefeito de Itapevi entre 2017 e 2024, Igor Soares afirmou que pretende levar para a Câmara dos Deputados a experiência adquirida na administração municipal.

Segundo ele, os municípios precisam de representantes que atuem permanentemente na busca por recursos e no encaminhamento de projetos voltados às necessidades da população.

O ex-prefeito também defendeu maior integração entre as cidades da Região Oeste para enfrentar desafios comuns.

Bruna Furlan destaca projetos para a saúde

Durante a coletiva, Bruna Furlan destacou sua atuação parlamentar, especialmente na área da saúde.

Entre os projetos mencionados está a implantação da primeira Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo voltada exclusivamente para a área da saúde, em Barueri.

Segundo a deputada, a unidade deverá contribuir para a formação de profissionais especializados e ampliar a oferta de mão de obra qualificada para hospitais, unidades básicas de saúde, clínicas e laboratórios da Região Oeste.

Formação de frente política regional

O encontro também marcou a criação de uma frente política regional em torno das duas pré-candidaturas.

Ao final da coletiva, as lideranças reafirmaram o compromisso de atuar conjuntamente para fortalecer a representação política da Região Oeste e defender investimentos destinados aos municípios da região.


Foto: Jornal da Grande SP

Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”.

A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação. 

A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços.

Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.

Soberania

A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil.

A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas.

Meio ambiente

A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país.

Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015.

Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.


Fonte: Ag. Brasil | Foto: Fabio R. Pozzebom/Ag. Brasil

STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, no último dia 6 de julho, o bloqueio de R$ R$ 6.150.378 do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A decisão foi motivada por suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem mandato eletivo. A destinação de emendas é uma prerrogativa de parlamentares em exercício.

A decisão se tornou pública neste domingo (12), após o levantamento do sigilo judicial.

“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, disse o ministro do STF.

Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-deputado negou irregularidades e disse rejeitar a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar

Os advogados afirmam que o ex-parlamentar não foi ouvido nem intimado nesse processo, e que tomou conhecimento da decisão pela imprensa.

Direcionamento de emendas

O ministro relator da Petição nº 16.290/DF também reconheceu a conexão entre o encaminhamento de recursos públicos para Minas Gerais pelo ex-presidente da Câmara e os fatos investigados na primeira etapa da “Operação Transparência”.

A investigação bloqueou R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal (PL), o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas parlamentares.

Durante a “Operação Transparência”, a Polícia Federal (PF) identificou, a partir da análise do aparelho celular da servidora da Câmara dos Deputados Mariangela Fialek, mensagens e planilhas que indicam um esquema de direcionamento de emendas comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha. O político não exerce mandato no Congresso desde que teve seu mandato cassado em setembro de 2016 e foi preso pela Operação Lava Jato.

Dino detalhou que Fialek, apelidada de Tuca, é investigada por ser “a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do que se convencionou chamar de orçamento secreto”. O ministro ainda aponta que o orçamento secreto é popularmente reconhecido como uma forma indiscriminada de distribuição de recursos públicos.

Na decisão, Flávio Dino cita o comprometimento da integridade do sistema de emendas, com a grave distorção da destinação de recursos. “Fala-se de um espaço aberto para pagamentos motivados por interesses privados ou eleitorais, e não por critérios técnicos ou parlamentares.”

Crime de peculato

Segundo Flávio Dino, o direcionamento de orçamento público a partir da “atribuição artificial de status decisório a pessoa estranha à função formal” configura o cometimento de crime de peculato-desvio (Art. 312 do Código Penal).

O peculato é caracterizado quando um funcionário público prejudica a própria administração pública ao desviar valor ou qualquer bem de que tem a posse em razão do cargo, ainda que não haja enriquecimento pessoal direto e imediato do servidor executor.

“Não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário, no ponto em que emendas representativas de mais de R$ 6,1 milhões foram forjadamente encaminhadas e desviadas”.

“O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto”,  frisou o ministro Dino nos autos.

Demais medidas

Para tornar indisponíveis todos os bens do investigado, até o valor total do prejuízo estimado (R$ 6.150.378), Flávio Dino determinou uso do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), da ferramenta Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores (Renajud) e do cadastro da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (Cnib).

Além de decretar o bloqueio e sequestro de ativos financeiros e patrimoniais do ex-parlamentar, o ministro suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas associadas às emendas sob suspeita, impedindo novos empenhos, liquidações ou pagamentos.

Dino também intimou a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a cumprirem a ordem.

A AGU deve comunicar formalmente os municípios beneficiários afetados, em até dez dias.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) terá que, em dez dias, apresentar os documentos que comprovem a tramitação interna, de modo individualizado, das emendas identificadas pela Polícia Federal.

No mesmo prazo, a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) devem informar as providências adotadas para o cumprimento desta decisão.


Fonte: Ag. Brasil | Foto: Wilson Dias/Ag. Brasil

Projeto apresentado por Bruna Furlan para proteger símbolos da Cruz Vermelha é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (30), o Projeto de Lei 8754/2017, apresentado pela então deputada federal Bruna Furlan, no período em que estava em seu segundo mandato. A Lei regulamenta, no Brasil, o uso dos emblemas do Movimento Internacional da Cruz Vermelha, do Crescente Vermelho e do Cristal Vermelho em situações de conflito armado.

A proposta busca adequar a legislação brasileira às Convenções de Genebra e aos protocolos internacionais ratificados pelo país, estabelecendo regras para a utilização dos símbolos que identificam profissionais, unidades e veículos destinados à assistência humanitária e aos serviços de saúde em cenários de guerra e outras situações de emergência.

Atualmente deputada estadual, Bruna Furlan comemorou a aprovação da proposta e destacou o caráter humanitário do projeto.

“Esse projeto é inspirado pelo propósito de conferir maior segurança jurídica ao extraordinário trabalho desses agentes humanitários, que, desde o século XIX, dedicam-se a aliviar o sofrimento humano, proteger vidas e levar esperança às pessoas atingidas por conflitos armados, desastres e outras situações de emergência. Agradeço aos parlamentares pela sensibilidade e seguimos trabalhando por um país mais solidário, comprometido com a vida, a dignidade e a paz”, afirmou.

Entre as medidas previstas, o projeto determina que os emblemas protetivos utilizados por equipes de assistência humanitária e sanitária tenham ampla visibilidade em pessoas, veículos e unidades de atendimento durante conflitos armados, reforçando a identificação desses profissionais conforme as normas do Direito Internacional Humanitário.

No caso das Forças Armadas brasileiras, a proposta mantém a utilização da Cruz Vermelha sobre fundo branco para identificar o pessoal dos serviços de saúde, unidades sanitárias e meios de transporte terrestre, marítimo e aéreo, tanto em períodos de paz quanto de conflito.

Após a aprovação pelo Plenário, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), responsável pela redação final antes do encaminhamento às próximas etapas do processo legislativo.


Foto: Carol Jacob/Alesp

Lelinho confirma pré-candidatura a deputado federal e amplia disputa política na Região Oeste

Wesley Cezar, conhecido politicamente como Lelinho, confirmou sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano e passa a integrar oficialmente a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Irmão do prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, o nome de Lelinho entra definitivamente no cenário político da Região Oeste da Grande São Paulo.

Nos últimos meses, Lelinho intensificou agendas e articulações em diferentes municípios da região, buscando ampliar sua base de apoio e consolidar alianças para a disputa eleitoral. A estratégia inclui a formação de dobradinhas com pré-candidatos a deputado estadual, fortalecendo sua presença em cidades da Grande São Paulo.

Com histórico de participações em eleições anteriores e votações expressivas na região, Lelinho chega à pré-campanha como um dos nomes que buscam representar os municípios do eixo oeste paulista na Câmara dos Deputados.

A pré-candidatura conta com o apoio político do prefeito Elvis Cezar, uma das principais lideranças da Região Oeste. Nos bastidores, Lelinho também é apontado como aliado do projeto de reeleição do governador Tarcísio de Freitas, embora esse apoio ainda deva ser oficializado durante o período eleitoral.


Foto: Fabiano Martins

Mesários das eleições de 2026 começam a ser convocados em São Paulo

A Justiça Eleitoral começou a convocar mesárias e mesários que atuarão nas eleições de 2026 no estado de São Paulo. As notificações estão sendo enviadas por e-mail e a confirmação da participação deve ser realizada por meio da área do colaborador no site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ou com as credenciais da plataforma Gov.br.

A consulta também pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, na aba Mesária/Mesário. No mesmo espaço, os convocados podem atualizar dados cadastrais, verificar o local de trabalho, acompanhar os treinamentos, emitir a carta de convocação e, após o pleito, obter a declaração de dispensa profissional.

TRE-SP alerta para golpes

O tribunal reforça que as convocações devem ser verificadas apenas pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral. Mensagens recebidas por outros meios ou com links suspeitos devem ser ignoradas.

Em caso de dúvidas, os eleitores podem procurar os cartórios eleitorais ou entrar em contato pela Central de Atendimento ao Eleitor, por meio do telefone 148.

Benefícios para os mesários

Quem atua como mesário tem direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado e para cada ciclo de treinamento concluído. Também recebe auxílio-alimentação de R$ 65 por dia, conforme normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além disso, o serviço pode ser utilizado como critério de desempate em concursos públicos, conforme previsão em edital, e ser reconhecido como atividade complementar em algumas instituições de ensino superior.

Como se tornar mesário voluntário

O cadastro para mesário voluntário permanece aberto e pode ser realizado pelo site do TRE-SP, pelo aplicativo e-Título ou diretamente nos cartórios eleitorais.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão deputados estaduais e federais, dois senadores, governador e presidente da República.


Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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