IPVA 2026: Pagamento Começa na Próxima Segunda com Desconto para Proprietários

Os proprietários de veículos no estado de São Paulo devem se preparar para o pagamento do IPVA 2026, que inicia na próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro. Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP), os contribuintes que optarem pelo pagamento à vista poderão garantir um desconto de 3%. O cronograma de pagamento varia conforme o final da placa do veículo e oferece a possibilidade de parcelamento em até cinco vezes.

Descontos e Parcelamento

O pagamento do IPVA pode ser realizado de forma única, com desconto de 3%, ou parcelado em até cinco vezes, de janeiro a maio. Essa opção de desconto é válida para diversos tipos de veículos, incluindo automóveis, motos, caminhões e ônibus. Para quem preferir quitar o imposto a partir de fevereiro, é importante ressaltar que perderá o desconto e deverá pagar o valor total em uma única parcela.
As alíquotas do IPVA permanecem inalteradas em relação ao ano anterior, sendo de 4% para carros de passeio, 2% para motocicletas e similares, e 1% para veículos de locadoras. Para consultar o valor venal do veículo, os proprietários podem acessar o Sistema de Veículos (Sivei) no site da Sefaz-SP.

Como Realizar o Pagamento

O pagamento do IPVA 2026 pode ser feito em bancos credenciados utilizando o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor). A forma de pagamento mais recomendada é via Pix, que proporciona agilidade e confirmação imediata. O QR code necessário para o pagamento pode ser gerado no site da Sefaz-SP, permitindo que o contribuinte utilize mais de 900 instituições financeiras.
Além do Pix, os proprietários têm a opção de pagar o imposto por meio de internet banking, terminais de autoatendimento, casas lotéricas ou até mesmo com cartão de crédito em estabelecimentos autorizados.

Consequências do Atraso

É fundamental que os contribuintes estejam atentos aos prazos, pois o não pagamento do IPVA pode resultar em multas e juros. A multa diária é de 0,33% sobre o valor do imposto e, após 60 dias, pode chegar a 20%. A inadimplência pode levar à inscrição do débito na Dívida Ativa e à inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual, o que pode dificultar a obtenção de créditos futuros.
Para mais informações sobre o IPVA 2026, os contribuintes podem acessar a página específica no portal da Sefaz-SP.


Fonte original: https://horasp.com.br/ipva-2026-calendario-de-pagamento-comeca-na-proxima-segunda-feira-12/ | Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

Brasil registra recorde na redução da pobreza, tirando 8,6 milhões da linha de miséria

Mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024, fazendo com que a taxa de pobreza caísse de 27,3% para 23,1%, o menor índice desde 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem uma recuperação econômica significativa após os impactos da pandemia.

Queda na pobreza e extrema pobreza

O levantamento do IBGE revela que, atualmente, 48,9 milhões de pessoas vivem com uma renda inferior a US$ 6,85 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 694 mensais. Em 2023, esse número era de 57,6 milhões, evidenciando uma redução contínua nos últimos três anos. O pesquisador André Simões, do IBGE, atribui essa melhora à recuperação do mercado de trabalho e ao aumento dos valores dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
Além disso, a extrema pobreza, definida como uma renda de até US$ 2,15 por dia, também apresentou queda, passando de 9,3 milhões para 7,4 milhões de pessoas. Isso resultou em uma diminuição da taxa de extrema pobreza de 4,4% para 3,5%, o menor nível já registrado.

Desigualdades regionais e raciais

Apesar dos avanços, o estudo destaca desigualdades regionais e raciais significativas. A pobreza atinge 39,4% da população no Nordeste e 35,9% no Norte, enquanto no Sul esse índice é de apenas 11,2%. As disparidades raciais são igualmente alarmantes: 15,1% da população branca vive em situação de pobreza, enquanto esse número sobe para 25,8% entre os negros e 29,8% entre os pardos.

O Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, também apresentou uma queda, alcançando 0,504 em 2024, o menor nível desde 2012. Sem a implementação de programas sociais, esse índice poderia ter chegado a 0,542, segundo o IBGE.

Impacto no mercado de trabalho

A pesquisa ainda revela que a pobreza afeta desproporcionalmente os trabalhadores informais, com 20,4% deles vivendo abaixo da linha da pobreza, em comparação com apenas 6,7% entre os empregados com carteira assinada. Essa diferença ressalta a importância da formalização do trabalho e da criação de políticas públicas que promovam a inclusão social.

Esses dados são cruciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a continuidade da luta contra a pobreza no Brasil. O governo e a sociedade civil devem trabalhar juntos para garantir que esses avanços sejam sustentados e ampliados nos próximos anos.


Fonte original: https://horasp.com.br/brasil-tira-86-milhoes-da-pobreza-e-bate-recorde-de-menor-taxa-desde-2012/ | Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

Pix completa cinco anos e deve movimentar R$ 30 trilhões em 2025

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, celebra seu quinto aniversário com um impressionante crescimento. Em 2024, o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões e, até outubro deste ano, já alcançou R$ 28 trilhões em transações, consolidando-se como o principal meio de pagamento do Brasil.

Crescimento e Inclusão Financeira

O diretor de organização do sistema financeiro do Banco Central, Renato Gomes, destacou em uma transmissão online que o Pix não apenas facilitou as transações financeiras, mas também ampliou a inclusão bancária. “A redução de custo na distribuição de dinheiro e o aumento no número de clientes e no consumo são evidentes”, afirmou. O sistema, que já conta com 170 milhões de usuários e mais de 20 milhões de empresas, se tornou uma ferramenta essencial para a economia brasileira.

Desde sua criação, o Pix evoluiu para oferecer novas funcionalidades, como o Pix Cobrança, que substitui boletos, e o Pix Automático, equivalente ao débito automático. Essas inovações têm contribuído para a crescente adoção do sistema, que já representa quase duas vezes o PIB do Brasil em 2024.

História do Pix

As discussões para a implementação do Pix começaram em 2016, com o Banco Central definindo os requisitos fundamentais em 2018. O sistema foi oficialmente nomeado em fevereiro de 2020 e, após testes iniciais em novembro, foi lançado para o público em geral em 16 de novembro de 2020. Desde então, o Pix tem sido um marco na modernização dos pagamentos no Brasil, oferecendo transações instantâneas a qualquer hora do dia.

O sucesso do sistema também atraiu a atenção internacional. Durante o governo Trump, o Pix foi alvo de uma investigação comercial nos Estados Unidos, que alegou que o sistema poderia prejudicar empresas financeiras americanas. O Brasil respondeu afirmando que o Pix é uma ferramenta de segurança financeira, sem discriminação a empresas estrangeiras.

Impactos e Futuro do Sistema

Com a previsão de movimentar R$ 30 trilhões em 2025, o Pix deve continuar a transformar o cenário financeiro brasileiro. A competição gerada pelo sistema também resultou na redução de tarifas, beneficiando consumidores e empresas. À medida que mais funcionalidades são introduzidas, o Pix promete se consolidar ainda mais como a escolha preferida dos brasileiros para pagamentos.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/pix-completa-cinco-anos-perto-de-movimentar-r-30-trilhoes-por-ano | Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil

Calendário de pagamento do IPVA 2026 é divulgado pelo governo de São Paulo

O Governo de São Paulo anunciou, na última quarta-feira (12), o calendário para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) referente ao exercício de 2026. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e traz informações importantes sobre as datas de pagamento, opções de parcelamento e condições para proprietários de veículos de carga.

Pagamento à Vista e Parcelamento

Os proprietários de veículos têm a opção de quitar o IPVA de 2026 à vista em janeiro, com um desconto de 3%, ou parcelar o valor em até cinco vezes. O pagamento à vista deve ser feito até a data limite correspondente ao final da placa do veículo. As datas para pagamento em janeiro são as seguintes:
– Final 1: 11 de janeiro
– Final 2: 13 de janeiro
– Final 3: 14 de janeiro
– Final 4: 15 de janeiro
– Final 5: 16 de janeiro
– Final 6: 19 de janeiro
– Final 7: 20 de janeiro
– Final 8: 21 de janeiro
– Final 9: 22 de janeiro
– Final 0: 23 de janeiro
Para quem optar por pagar em fevereiro, o imposto deve ser quitado até a data limite de cada final de placa, mas sem direito a desconto.

Regras de Parcelamento

O parcelamento do IPVA pode ser feito em até cinco vezes, de janeiro a maio, desde que o valor total do imposto seja igual ou superior a 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps). Até o final de 2025, cada Ufesps está avaliada em R$ 37,02. Para valores inferiores, o parcelamento poderá ser feito em três ou quatro parcelas.

Os proprietários de caminhões têm um calendário diferenciado. Eles podem pagar o IPVA sem desconto até o dia 22 de abril ou optar pelo parcelamento em até cinco vezes, com vencimentos fixados no dia 20 de cada mês.

Como Realizar o Pagamento

Para efetuar o pagamento do IPVA, os proprietários devem acessar um caixa eletrônico ou utilizar o internet banking, informando o número do Renavam do veículo e escolhendo a modalidade de pagamento desejada. É importante estar atento às datas para evitar multas e juros.

O IPVA é um imposto essencial que contribui para a manutenção das estradas e serviços públicos no estado, sendo fundamental que os proprietários cumpram suas obrigações em dia.


Fonte original: https://zehora.com.br/confira-o-calendario-para-pagamento-do-ipva-de-2026/ | Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

Preço do café da manhã em padarias de SP varia até 540% entre estabelecimentos

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP revelou que o preço do café da manhã pode variar significativamente em padarias da capital paulista e de outras dez cidades do estado. O levantamento, que ocorreu entre os dias 23 e 26 de setembro, destacou diferenças alarmantes nos preços de itens populares, como pão brioche e café coado, impactando o bolso do consumidor.

Variações Extremas nos Preços

O pão brioche, por exemplo, apresentou uma variação de 540% em São José dos Campos. Enquanto uma padaria vendia o produto por R$ 16, outra oferecia o mesmo item por apenas R$ 2,50. Essa diferença acentuada demonstra como a escolha do estabelecimento pode influenciar diretamente no custo da refeição matinal.

Outros itens também mostraram variações significativas. O café coado teve uma diferença de 151%, com preço médio de R$ 3,83 em Presidente Prudente e R$ 9,61 na capital. O pão de queijo, um favorito dos brasileiros, variou 118% entre R$ 4,33 em Presidente Prudente e R$ 9,44 em São Paulo.

Diferenças Regionais em São Paulo

Na própria capital paulista, o pão francês apresentou variações de preço entre diferentes regiões. Na zona leste, o quilo do pão francês custava em média R$ 23,29, enquanto na zona oeste o preço subia para R$ 24,35. O combo de pão com manteiga na chapa e café coado também teve uma oscilação de 27% entre bairros.

Em Bauru, o combo de pão de queijo com café coado foi o que mais variou, com preços que chegaram a R$ 14 em uma padaria e apenas R$ 4,60 em outra. Essas discrepâncias ressaltam a importância de pesquisar preços antes de fazer uma compra.

Orientações do Procon e Importância do Setor

O Procon-SP recomenda que os consumidores fiquem atentos aos preços, validade e ingredientes dos produtos. Os preços devem estar claramente afixados e, em caso de divergências entre o valor exposto e o cobrado no caixa, o cliente deve pagar o menor preço. Além disso, o Procon informa que o pão francês deve ser vendido em peso e que não pode haver valor mínimo para compras com cartão.

Com mais de 70 mil padarias no Brasil, o setor de panificação é crucial para a economia, movimentando R$ 178,1 bilhões em 2022. A expectativa é que esse mercado atinja R$ 210 bilhões nos próximos três anos.


Fonte original: https://zehora.com.br/preco-do-cafe-da-manha-pode-variar-ate-540-em-padarias-de-sao-paulo/ | Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

São Paulo bate recorde com 36.786 novas empresas abertas em setembro

Em setembro de 2023, o Estado de São Paulo registrou a abertura de 36.786 novas empresas, alcançando o maior número para o mês na história da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP). Esse resultado representa um crescimento de 11,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando 32.943 empresas foram constituídas.

Crescimento contínuo

Além de ser um recorde para setembro, o número de novas empresas também posiciona o mês como o terceiro melhor do ano, atrás apenas de fevereiro e julho, que tiveram 37.521 e 36.802 novas aberturas, respectivamente. O saldo líquido, que é a diferença entre empresas abertas e encerradas, também foi significativo, com 22.004 novos empreendimentos líquidos em setembro, o segundo melhor resultado de 2023.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jorge Lima, atribui esse crescimento às iniciativas implementadas pelo governo paulista. “Estamos focados em gerar renda, emprego e desenvolvimento regional. Estimular o empreendedorismo e melhorar o ambiente de negócios é fundamental para atrair novas empresas”, afirmou.

Ambiente favorável ao empreendedorismo

Márcio Shimomoto, presidente da JUCESP, destaca que esses números refletem um ambiente propício para o empreendedorismo. “A cada mês, milhares de pessoas buscam na formalização uma oportunidade de transformar ideias em negócios, o que movimenta a economia e gera emprego e renda”, disse. Ele também ressaltou a confiança dos empreendedores na economia paulista, que tem se mostrado resiliente e dinâmica.

Esse crescimento no número de novas empresas é um indicativo da recuperação econômica do Estado, especialmente após os desafios impostos pela pandemia de COVID-19. A formalização de negócios é um passo importante para a geração de empregos e a melhoria das condições econômicas locais.

Informações de serviço

Para os interessados em abrir um negócio em São Paulo, a JUCESP oferece diversos serviços e orientações sobre o processo de registro de empresas. O site da Junta Comercial disponibiliza informações detalhadas sobre a documentação necessária, além de guias para facilitar o processo de formalização.
A abertura de novas empresas é um sinal positivo para a economia paulista e pode ser um indicativo de um futuro promissor para o empreendedorismo no Estado.


Fonte original: https://zehora.com.br/estado-de-sao-paulo-registra-recorde-de-empresas-abertas-em-setembro/ | Foto: Fábio Pozzebom/Ag. Brasil

Santana de Parnaíba inaugura primeira Escola Pública de Empreendedorismo do Brasil

Na última segunda-feira (15), Santana de Parnaíba fez história ao inaugurar a primeira Escola Pública de Empreendedorismo do Brasil. A cerimônia, realizada na Arena de Eventos, contou com a presença do prefeito Elvis Cezar e de mais de 500 empreendedores, que prestigiaram a palestra do renomado Facundo Guerra, um dos 100 empreendedores mais influentes do mundo.

Compromisso com a Economia Local

Durante o evento, o prefeito Elvis Cezar destacou a importância da nova escola para o fortalecimento da economia local e o apoio aos pequenos negócios. Ele mencionou iniciativas já em andamento, como a Feira da Mulher Empreendedora, criada pela secretária Selma Cezar, que visa capacitar novas empresárias e fomentar o empreendedorismo feminino na região.

A presença de autoridades como Marco Vinholi, diretor do Sebrae-SP, e o vice-prefeito Vicentão, reforçou a relevância da iniciativa. A Escola de Empreendedorismo não apenas representa um marco para Santana de Parnaíba, mas também para o Brasil, ao criar um espaço dedicado ao desenvolvimento de habilidades empreendedoras.

Impacto no Desenvolvimento Econômico

De acordo com dados do Sebrae, os pequenos negócios são responsáveis por cerca de 27% do PIB nacional e geram mais da metade dos empregos formais no país. Nesse contexto, a criação da Escola de Empreendedorismo se torna uma estratégia vital para o crescimento econômico e o desenvolvimento local.

Capacitar empreendedores significa gerar novas oportunidades, movimentar o comércio e aumentar a arrecadação municipal. A escola se propõe a ser um ambiente fértil para que ideias inovadoras se transformem em negócios bem-sucedidos, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida da população.

Uma Nova Era para o Empreendedorismo

Facundo Guerra, em sua palestra, trouxe uma visão inspiradora sobre inovação e como se preparar para os desafios do futuro. Sua participação foi um atrativo a mais para os empreendedores presentes, que buscam se adaptar às exigências do mercado atual.

A inauguração da Escola Pública de Empreendedorismo é um passo significativo para Santana de Parnaíba, que reafirma sua vocação inovadora e seu compromisso com o desenvolvimento econômico. A cidade se posiciona como um exemplo a ser seguido por outras localidades, mostrando que é possível investir no futuro por meio da educação e do empreendedorismo.


Fonte original: https://zehora.com.br/elvis-cezar-inaugura-primeira-escola-publica-de-empreendedorismo-do-brasil-em-santana-de-parnaiba/ | Foto: Reprodução/Elvis Cezar

Gratuidade na Conta de Luz para Baixa Renda é Aprovada e Vai à Sanção Presidencial

A gratuidade na conta de luz para famílias de baixa renda, que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês, foi aprovada pelo Congresso Nacional e agora aguarda sanção presidencial. A medida, que promete beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), foi aprovada na última quarta-feira, 17 de setembro, e visa aliviar os custos com energia elétrica para as populações mais vulneráveis.

Benefícios e Abrangência da Medida

A nova legislação, oriunda da Medida Provisória (MP) 1.300 de 2025, amplia o alcance da tarifa social de energia elétrica. Além das famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo, a gratuidade também se estende a beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), indígenas e quilombolas de baixa renda. A expectativa é que a medida atinja cerca de 60 milhões de brasileiros.

Antes da aprovação, a tarifa social oferecia descontos que variavam de 10% a 65% para consumos de até 220 kWh. Com a nova proposta, as famílias que consumirem até 80 kWh não pagarão nada pela energia elétrica, e, caso o consumo ultrapasse esse limite, será cobrada apenas a diferença.

Financiamento e Custos Associados

O financiamento da gratuidade será feito pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que reúne recursos de todos os consumidores para sustentar políticas públicas no setor elétrico.

Contudo, as famílias ainda poderão ser cobradas por outros custos não relacionados ao consumo de energia, como a contribuição para iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme a legislação de cada estado ou município.

A medida também inclui um desconto para dívidas de geradoras hidrelétricas com a União, resultando em uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 4 bilhões, conforme o relator da MP, deputado Coelho Filho (União-PE).

Alterações e Itens Retirados

Durante a tramitação no Congresso, alguns pontos do texto original foram excluídos, como tarifas diferenciadas por horário e mudanças nos critérios de preços nas operações de energia de curto prazo. Além disso, a nova legislação modifica a forma de rateio do custo da energia nuclear, que será distribuído entre todos os consumidores, exceto os de baixa renda, a partir de 1º de janeiro de 2026.

Outros temas, como a escolha do fornecedor de energia pelo consumidor e a atuação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no mercado de gás, foram transferidos para uma nova MP que ainda está em discussão.

A aprovação da gratuidade na conta de luz representa um avanço significativo para a inclusão social e o apoio às famílias de baixa renda no Brasil.


Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br – Foto: Edson Mesquita Jr/ZH Digital

Contrata SP – Brás: Parceria abre portas para 10 mil vagas de emprego no Brás

Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) — entidade de fomento ao comércio local —, realizará em setembro uma série de ações para promover a empregabilidade por meio do Contrata SP – Brás, um mutirão facilitar o acesso dos trabalhadores às vagas disponíveis na região. A iniciativa envolve 120 associados, que representam cerca de 500 lojas. Estimativas da organização indicam a existência de aproximadamente 10 mil oportunidades de emprego no bairro, abrangendo diversos perfis, como cargos operacionais, de vendas, administrativos, fabris, entre outros.

Ainda neste mês, estão previstos encontros com lojistas e associações de outros polos comerciais da cidade a fim de ampliar as opções aos trabalhadores que buscam recolocação profissional. O Cate Móvel também entra na programação, ofertando as primeiras vagas disponibilizadas no dia 28 de agosto, na Praça Agente Cícero, no Brás, das 9h às 16h. 

Mapeamento
A equipe técnica do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) circulou por ruas como Oriente, Miler e Casemiro de Abreu para apresentar os serviços de intermediação de mão de obra e cadastrar as vagas disponíveis dos lojistas interessados. Cerca de 50 pontos comerciais foram visitados e orientados a cadastrar as oportunidades no Portal Cate.

“O intuito é aproximar cada vez mais a Prefeitura do setor privado e promover a reinserção de trabalhadores no mercado de trabalho. O Brás é um dos principais polos de compras do Brasil, reconhecido pela variedade de produtos e por concentrar atendimento a consumidores diretos e a quem também empreende. Essa união de esforços irá beneficiar toda a cidade, fomentando a economia local e contribuindo com os bons índices de empregabilidade da Capital”, destaca o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart.

secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart circulou e visitou lojas da região. Foto: Divulgação

Para o presidente da Alobrás, Fauze Yunes, a parceria com a Prefeitura vai auxiliar a associação a ampliar os canais para disponibilizar oportunidades de emprego. “A parceria com o Cate nos ajudará a dimensionar o montante de vagas abertas, pois todas serão cadastradas no Portal Cate. Houve mudança na forma que os profissionais buscam emprego, então precisamos ir além do anúncio na porta da loja. Essa conscientização dos lojistas será feita em etapas, aproximando os atores envolvidos para inserir os trabalhadores em vagas efetivas na região”, ressalta.

Alobrás
A Alobrás – Associação de Lojistas do Brás é uma entidade criada para promover e fomentar o comércio do Brás, assim como representar os comerciantes perante as autoridades. Criada em 2005, é uma organização sem fins lucrativos e seus conselheiros são empresários estabelecidos no bairro, que trabalham voluntariamente na organização. 

Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo
O serviço de intermediação de mão de obra da Prefeitura de São Paulo completou 20 anos em 2025. A primeira unidade do Cate foi aberta na Zona Sul da cidade, em Interlagos. Atualmente, são 41 unidades na rede e cinco móveis, que facilitam o acesso dos trabalhadores às vagas de emprego. O serviço faz em média 1 milhão de atendimentos por ano. 

Plataforma on-line
Ao longo dos anos, o serviço aprimorou o atendimento com a criação do Portal Cate, que concentra busca on-line por vagas e candidaturas; 340 cursos de qualificação profissional, em eixos como gastronomia, tecnologia, saúde e beleza e orientações de empreendedorismo. Mais de 400 mil currículos estão cadastrados, ofertando diversidade de profissionais às empresas contratantes.

No mês de maio passou a fazer atendimento via whatsapp a fim de disponibilizar as vagas aos candidatos cadastrados na plataforma, assim como confirmar participações em processos seletivos.

Serviço- Cate Móvel no Brás
Dia: 28 de agosto – quinta-feira
Horário: 9h às 16h
Local: Praça Agente Cícero – Brás (ao lado da estação Brás da CPTM


Fonte/foto: Pref. de SP

Com tarifaço dos EUA, Fiesp mantém projeção de alta do PIB em 2,4%

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiespe) atualizou seu boletim de estatísticas e expectativas em índices econômicos e manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025. A entidade pretendia revisar o índice para 2,6%, mas manteve a expectativa anterior. 

A manutenção se deveu a uma piora em condições internacionais, com o início do tarifaço do governo dos Estados Unidos. 

Nesta semana, o mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um PIB de 2,21%.

“A gente antes estava trabalhando com uma perspectiva de viés de alta que por hora se dissipou, até levando em conta a questão das tarifas, mas também é importante destacar que quanto à questão das tarifas, a gente fez um cálculo que o impacto potencial no PIB para 2025 é de 0,2, então na verdade esse 0,2 era o possível viés de alta que a gente podia ter. A gente não fez nenhum tipo de revisão para baixo por enquanto”, explicou Igor Rocha, economista-chefe da Fiesp e um dos responsáveis pelo Fiesp Data Tracker, à Agência Brasil

Embora a perspectiva ainda seja positiva, a análise da Federação é de queda em alguns setores pontuais, com recuo de 0,6% para a agropecuária e de 0,7% para a indústria de transformação. É esperada ainda uma queda moderada do consumo dos governos, de 0,4%, e do nível de investimentos, com recuo de 0,7% nos recursos mobilizados. 

“De uma maneira geral, para o segundo semestre, como já antecipado, era esperada essa desaceleração. Nessa acomodação com redução de atividade, os investimentos e o consumo do governo também figuram como variáveis que estão desacelerando. Esse é um movimento de acomodação natural”, ponderou o analista. 

No caso da indústria de transformação, essa variação está ligada principalmente ao desaquecimento da economia previsto para o segundo semestre. “É importante destacar que uma das questões que estão colocando empecilhos e deixando o ambiente econômico mais desafiador para o setor são as restrições financeiras internas e externas”, completa Rocha, se referindo ao cenário de crédito, ou seja, aos juros nos mercados externo e interno.

Essa restrição financeira em âmbito internacional é um dos fatores decisivos também para a queda nos investimentos, e se soma com a incerteza natural em anos eleitorais, com a aproximação da sucessão presidencial e nos estados em 2026, e com o aumento de tarifas ao Brasil e a diversos outros parceiros comerciais dos Estados Unidos. As importações também tendem a cair, refletindo a diminuição do ritmo da atividade, recuando em 1,5%.

Consumo das famílias e serviços

Entre os indicadores que continuam aquecidos, o monitoramento apontou uma tendência de crescimento moderado de 0,4% para o setor industrial como um todo e de avanço de 0,3% para o setor de serviços. 

O consumo das famílias também tende a aumentar, com expansão da demanda em 0,6%. Mesmo com a incerteza internacional a entidade mantém expectativa de crescimento das exportações, com um discreto avanço de 0,2%.


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Egil Fujikawa/Wikimedia