A Defesa Civil do Estado de São Paulo confirmou na manhã deste domingo (8) a morte de um pescador de aproximadamente 50 anos que estava desaparecido após o tombamento de duas embarcações no Rio Dourado, na região da Pousada das Garças, em Lins.
A ocorrência teve início na noite de sábado (7), por volta das 19h22. Segundo informações preliminares, devido ao mau tempo que atingiu a região, dois pescadores que estavam em uma embarcação pediram ajuda a outra, de maior porte, que transportava outros quatro pescadores. Durante a tentativa de socorro, as embarcações colidiram e viraram.
Das seis pessoas envolvidas, cinco conseguiram nadar até a margem e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. Um dos pescadores permaneceu desaparecido e foi localizado sem vida na manhã deste domingo.
A perícia foi acionada e ficou responsável pelos trabalhos no local. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil do Estado acompanhou a ocorrência.
Outras ocorrências
Os fortes ventos provocaram quedas de árvores e destelhamentos nos municípios atendidos. Em Cachoeira Paulista, as rajadas atingiram 126,7 km/h, com danos em aproximadamente 20 residências e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em Itápolis, três moradores ficaram desalojados após o destelhamento total de uma residência e foram encaminhados para casas de familiares. Em Santa Isabel, foram contabilizadas 15 quedas de árvores, enquanto Queluz registrou cinco quedas e danos em três edificações. Não houve registro de pessoas feridas nos municípios.
Veja ocorrências pelo estado de SP:
São Paulo – Por volta das 15h18 deste sábado (7), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento de ocorrência de afogamento em curso no córrego da Rua Goioxim, na região do Capão Redondo. Foram empenhadas seis viaturas. No local, foi informado que um homem, com idade aproximada entre 20 e 25 anos, havia sido levado pela forte correnteza durante as chuvas, em direção ao piscinão. As equipes realizaram buscas no piscinão, no córrego da Avenida Carlos Caldeira Filho, na contenção de lixo da referida avenida e ao longo do Rio Pinheiros, considerando a possibilidade de a vítima ter sido arrastada até o rio. As buscas foram encerradas às 18h04, permanecendo a vítima desaparecida. Os trabalhos foram retomados neste domingo (8).
Bauru– Foram registrados chamados para quedas de árvores em toda a região, que ocasionaram a interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica em alguns bairros e danos ao Museu Histórico e Militar. Também houve o destelhamento de 01 (uma) residência, deixando quatro pessoas desabrigadas, que foram acolhidas e encaminhadas a um hotel. A Defesa Civil Municipal permanece em campo, prestando apoio aos munícipes afetados e realizando o levantamento dos danos.
Guariba– Foram registradas quedas de árvores em praças e vias públicas do município. O rompimento de fios da rede elétrica afetou temporariamente o fornecimento de energia em alguns bairros, sendo necessário o apoio da concessionária responsável para o restabelecimento do serviço. Também houve destelhamento parcial da Etec Bento Carlos Botelho do Amaral, localizada na Rua Rui Barbosa, nº 1.244, Jardim Progresso. Não houve registro de pessoas feridas, desabrigadas ou desalojadas.
Rifaina– Foram registradas quedas de árvores em vias públicas, sem danos à rede elétrica. Uma das árvores atingiu um veículo estacionado na Rua Agnaldo Pena, no bairro Jardim Alzira, que não possuía ocupantes no momento da ocorrência. Também foram registrados destelhamentos parciais em algumas residências, sem necessidade de interdição.
Rio Claro– Foram registradas quedas de árvores em vias públicas, sem danos à rede elétrica.
Taubaté– Foram registradas duas quedas de árvores em vias públicas. Além disso, em decorrência das chuvas registradas no mês de setembro, ocorreu uma erosão do tipo ravina na Rua Professora Odila de Almeida Carvalho, no bairro Jardim Tereza. No sábado, um veículo transitava pela via e, por não visualizar a sinalização referente ao dano, acabou caindo na erosão. Não houve registro de pessoas feridas.
Em Santa Isabel, foram disponibilizadas 21 cestas básicas, 42 kits de limpeza, 40 kits dormitório, uma lona e três fitas zebradas. Cachoeira Paulista recebeu 20 cestas básicas, 40 kits de limpeza, 55 kits dormitório e três rolos de lona. Para Queluz, foi disponibilizada uma lona. Já Itápolis recebeu uma cesta básica, um kit de limpeza, um kit de higiene e três kits dormitório.
A mobilização reforça a atuação integrada entre a Defesa Civil do Estado, o FUSSP e as Defesas Civis Municipais, com o objetivo de prestar assistência à população e apoiar os municípios na resposta aos impactos dos eventos meteorológicos.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo e o Fundo Social de São Paulo (FUSSP) mobilizaram ajuda humanitária para os municípios de Santa Isabel, Cachoeira Paulista, Queluz e Itápolis, após os danos provocados pelas fortes rajadas de vento registradas no sábado (7). A iniciativa busca garantir assistência às famílias afetadas e contribuir para o atendimento das necessidades emergenciais.
Em Santa Isabel, foram disponibilizadas 21 cestas básicas, 42 kits de limpeza, 40 kits dormitório, uma lona e três fitas zebradas. Cachoeira Paulista recebeu 20 cestas básicas, 40 kits de limpeza, 55 kits dormitório e três rolos de lona. Para Queluz, foi disponibilizada uma lona. Já Itápolis recebeu uma cesta básica, um kit de limpeza, um kit de higiene e três kits dormitório.
A mobilização reforça a atuação integrada entre a Defesa Civil do Estado, o FUSSP e as Defesas Civis Municipais, com o objetivo de prestar assistência à população e apoiar os municípios na resposta aos impactos dos eventos meteorológicos.
Ocorrências
Os fortes ventos provocaram quedas de árvores e destelhamentos nos municípios atendidos. Em Cachoeira Paulista, as rajadas atingiram 126,7 km/h, com danos em aproximadamente 20 residências e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em Itápolis, três moradores ficaram desalojados após o destelhamento total de uma residência e foram encaminhados para casas de familiares. Em Santa Isabel, foram contabilizadas 15 quedas de árvores, enquanto Queluz registrou cinco quedas e danos em três edificações. Não houve registro de pessoas feridas nos municípios.
Veja outras ocorrências pelo estado de SP:
São Paulo – Por volta das 15h18 deste sábado (7), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento de ocorrência de afogamento em curso no córrego da Rua Goioxim, na região do Capão Redondo. Foram empenhadas seis viaturas. No local, foi informado que um homem, com idade aproximada entre 20 e 25 anos, havia sido levado pela forte correnteza durante as chuvas, em direção ao piscinão. As equipes realizaram buscas no piscinão, no córrego da Avenida Carlos Caldeira Filho, na contenção de lixo da referida avenida e ao longo do Rio Pinheiros, considerando a possibilidade de a vítima ter sido arrastada até o rio. As buscas foram encerradas às 18h04, permanecendo a vítima desaparecida. Os trabalhos foram retomados neste domingo (8).
Bauru– Foram registrados chamados para quedas de árvores em toda a região, que ocasionaram a interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica em alguns bairros e danos ao Museu Histórico e Militar. Também houve o destelhamento de 01 (uma) residência, deixando quatro pessoas desabrigadas, que foram acolhidas e encaminhadas a um hotel. A Defesa Civil Municipal permanece em campo, prestando apoio aos munícipes afetados e realizando o levantamento dos danos.
Lins – por volta das 19h22 de sábado, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento de ocorrência envolvendo embarcações em situação de risco. No local, foi constatado que duas embarcações haviam virado no Rio Dourado, na região da Pousada das Garças. Segundo informações preliminares, cinco pessoas estavam nas embarcações, das quais quatro foram localizadas em segurança e uma permanecia desaparecida. Equipes do Corpo de Bombeiros de Lins encontravam-se no local realizando buscas pela vítima. O acidente teria ocorrido em decorrência do mau tempo que atingiu a região, cujas circunstâncias ainda deverão ser esclarecidas. As buscas foram retomadas neste domingo (8).
Guariba– Foram registradas quedas de árvores em praças e vias públicas do município. O rompimento de fios da rede elétrica afetou temporariamente o fornecimento de energia em alguns bairros, sendo necessário o apoio da concessionária responsável para o restabelecimento do serviço. Também houve destelhamento parcial da Etec Bento Carlos Botelho do Amaral, localizada na Rua Rui Barbosa, nº 1.244, Jardim Progresso. Não houve registro de pessoas feridas, desabrigadas ou desalojadas.
Rifaina– Foram registradas quedas de árvores em vias públicas, sem danos à rede elétrica. Uma das árvores atingiu um veículo estacionado na Rua Agnaldo Pena, no bairro Jardim Alzira, que não possuía ocupantes no momento da ocorrência. Também foram registrados destelhamentos parciais em algumas residências, sem necessidade de interdição.
Rio Claro– Foram registradas quedas de árvores em vias públicas, sem danos à rede elétrica.
Taubaté– Foram registradas duas quedas de árvores em vias públicas. Além disso, em decorrência das chuvas registradas no mês de setembro, ocorreu uma erosão do tipo ravina na Rua Professora Odila de Almeida Carvalho, no bairro Jardim Tereza. No sábado, um veículo transitava pela via e, por não visualizar a sinalização referente ao dano, acabou caindo na erosão. Não houve registro de pessoas feridas.
A Defesa Civil do Estado e o FUSSP seguem acompanhando a situação, em articulação com as Defesas Civis Municipais, para identificar eventuais novas necessidades e ampliar o apoio humanitário a outros municípios que venham a registrar impactos decorrentes das condições meteorológicas
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
Utilizando o conceito de nanotecnologia verde, cientistas do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação (LDI) do Instituto Butantan desenvolveram nanopartículas de prata com altíssima eficácia contra o parasita causador da esquistossomose (Schistosoma mansoni) e contra larvas do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya.
As nanopartículas formadas a partir da reação de compostos produzidos pelo fungo Aspergillus tubingensis com sal de prata eliminam esses patógenos de ambientes aquáticos, sem causar desequilíbrio no ecossistema, mantendo a vida dos microcrustáceos e peixes.
Os resultados do estudo foram publicados em artigo científico na prestigiada revista internacional Environmental Science: Nano, do grupo editorial britânico Royal Society of Chemistry (RSC).
Nanopartículas são formadas a partir da reação de compostos produzidos pelo fungo Aspergillus tubingensis com sal de prata
Sob coordenação da pesquisadora científica do LDI, Ana Olivia de Souza, em colaboração com o pesquisador Edison Barbieri, do Instituto de Pesca de São Paulo, o trabalho foi desenvolvido pelo pesquisador Luiz Gustavo Ribeiro durante seu doutorado, com a participação de especialistas do Laboratório de Parasitologia do Butantan.
“Nós temos algumas espécies de fungos que são efetivas na formação de nanopartículas metálicas. De todas as que avaliamos no laboratório, as nanopartículas obtidas com substratos produzidos pelo Aspergillus tubingensis foram as que apresentaram a maior atividade biocida e antimicrobiana, aliada a uma alta estabilidade “, afirma Ana Olivia de Souza.
A utilização de fungos em nanotecnologia verde é uma abordagem inovadora e sustentável. Diferente dos métodos químicos convencionais de síntese de nanopartículas metálicas, que empregam reagentes tóxicos, solventes poluentes e geram resíduos agressivos ao meio ambiente, o processo biológico empregado no Instituto Butantan utiliza o secretoma (conjunto de proteínas e substâncias produzidas pelo microrganismo) do fungo para a formação das nanopartículas.
Isso é possível porque os fungos atuam como verdadeiras “nanofábricas”. Na reação com íons metálicos (no caso do Butantan, foram usados íons de prata) as biomoléculas presentes no secretoma do fungo promovem a formação das nanopartículas.
Essas biomoléculas atuam simultaneamente na redução dos íons de prata e na estabilização das nanopartículas criando um biocida biogênico, de origem natural, utilizado para controlar, neutralizar ou eliminar organismos vivos nocivos, como bactérias, fungos ou insetos.
O trabalho foi desenvolvido pelo pesquisador Luiz Gustavo Ribeiro com coordenação da pesquisadora científica do LDI, Ana Olivia de Souza
Da bancada à parceria com a Parasitologia
Inicialmente focada na caracterização físico-química e na avaliação de propriedades antimicrobianas contra fungos e bactérias patogênicas para humanos e plantas, a equipe de Ana Olivia percebeu que a tecnologia possuía um potencial muito mais amplo. O passo decisivo ocorreu quando os pesquisadores do LDI decidiram unir forças com os especialistas em doenças parasitárias da instituição.
“Sabendo que a esquistossomose é um grave problema de saúde pública que praticamente não possui opções de tratamento preventivo no ambiente, testamos as nanopartículas diretamente contra as cercárias [larva infectante do verme]. Ficamos impressionados com os resultados”, diz o pesquisador Luiz Gustavo Ribeiro.
A esquistossomose, causada pelo helminto S. mansoni, afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo e permanece endêmica em diversas regiões do Brasil. A transmissão ocorre quando o indivíduo entra em contato com águas doces contaminadas por cercárias — a forma larval infectante liberada pelos caramujos aquáticos do gênero Biomphalaria.
O tratamento da doença é realizado com o medicamento praziquantel e a aplicação de moluscicidas químicos nos corpos d’água auxiliam no controle para exterminar os caramujos.
Entretanto, os moluscicidas químicos tradicionalmente usados, como a niclosamida, são altamente tóxicos para peixes, anfíbios e invertebrados aquáticos, apresentam elevado custo e se acumulam no ambiente.
“Em vez de atingir a população de caramujos e destruir o ecossistema local, a nanopartícula biogênica tem maior seletividade e elimina diretamente a cercária, o elo infectante da cadeia epidemiológica”, esclarece Ana Olivia de Souza.
A utilização de fungos em nanotecnologia verde é uma abordagem inovadora e sustentável
Ataque cirúrgico à cercária da esquistossomose
Os resultados publicados pela revista científica Environmental Science: Nano, demonstraram a alta eficiência das nanopartículas de prata micogênicas, que em baixa concentração eliminou 100% das cercárias de S.mansoni em somente duas horas de exposição.
“Com a nanopartícula no ambiente aquático, a cercária é eliminada rapidamente antes de conseguir infectar o ser humano ou reinfectar o caramujo. Assim, é possível interromper o ciclo de transmissão da doença sem precisar erradicar o caramujo nem destruir a fauna aquática local”, explica Luiz Gustavo Ribeiro.
O estudo avaliou também o impacto das nanopartículas nos diferentes estágios de desenvolvimento do caramujo Biomphalaria glabrata. Os estágios embrionários iniciais (blástula e gástrula) mostraram-se sensíveis à ação das nanopartículas em baixas concentrações, o que contribui para controlar a superpopulação do hospedeiro intermediário. Já os caramujos adultos demonstraram ser significativamente mais resistentes, confirmando a ação seletiva das nanopartículas sobre as formas infecciosas do parasita.
A pesquisadora Ana Olivia de Souza confere a qualidade da amostra no Laboratório de Desenvolvimento e Inovação
Nanotecnologia em combate ao Aedes aegypti e às arboviroses
Outra abordagem do estudo foi expandir os testes para o mosquito Aedes aegypti que é um grande desafio de saúde pública no país.
Em colaboração com pesquisadores do Laboratório de Parasitologia, especialistas em vetores, as nanopartículas foram testadas e apresentaram ação contra larvas do mosquito no quarto e último estágio de desenvolvimento após 48 horas de exposição contínua na água. A ação larvicida progressiva impede que o mosquito atinja a fase adulta, impedindo a proliferação do vetor na origem. Os resultados comprovaram a versatilidade da inovação nanotecnológica do Butantan.
“Diante do cenário recorrente de epidemias de dengue no Brasil e do surgimento de populações de mosquitos resistentes aos inseticidas químicos tradicionais, pensamos: por que não testar a nanopartícula contra as larvas do Aedes aegypti? Vimos que ela funciona como um nanobioinseticida muito potente. Comparada a outros biopesticidas relatados na literatura internacional, a nossa nanopartícula micogênica exige doses substancialmente menores para atingir quase 100% de letalidade nas larvas”, afirma Luiz Gustavo Ribeiro.
Entre os vírus transmitidos pelo A. aegypti, o da dengue parece ser o que se espalha mais rápido pelo mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de metade da população mundial está agora em risco de contrair dengue, com uma estimativa de 100 a 400 milhões de infecções a cada ano, enquanto o Brasil vive surtos e epidemias constantemente; com mais de 1 milhão de casos em 2025, e 6,6 milhões na epidemia de 2024.
O segredo da seletividade e preservação ambiental
Um dos aspectos mais relevantes do trabalho publicado na Environmental Science: Nano foi a rigorosa avaliação ecotoxicológica conduzida em parceria com o Instituto de Pesca. A grande preocupação da comunidade científica ao introduzir qualquer novo biocida na natureza é o impacto sobre os organismos não-alvo que compõem o ecossistema aquático.
Para avaliar essa questão, a equipe testou a nanopartícula em organismos bioindicadores padrão, como zebrafish usado como organismo modelo, nos microcrustáceos Daphnia magna (conhecida como “pulga-d’água”) e Cypricercus centrura, e em peixes de água doce como tilápia (Oreochromis niloticus), lambari (Deuterodon iguape) e cará (Geophagus brasiliensis). Além disso, os testes foram conduzidos em organismo costeiro, como o camarão-fantasma (Palaemon pandaliformis).
Os testes mostraram que os organismos não-alvo foram significativamente menos sensíveis às nanopartículas do que os alvos, cercárias e larvas do mosquito A. aegypti. Como exemplo, a concentração necessária para matar exemplares dos microcrustáceos seria 22 vezes superior à concentração necessária para matar o parasita da esquistossomose.
“As biomoléculas produzidas e secretadas pelo fungo Aspergillus tubingensis formam um revestimento ao redor do núcleo de prata. Essa camada externa funciona como uma cápsula protetora que modula a liberação dos íons de prata de forma lenta e gradual, evitando picos agudos de toxicidade que afetariam peixes e microcrustáceos. É exatamente esse revestimento que confere a alta seletividade do nosso material em relação aos organismos alvo”, destaca Ana Olivia de Souza.
Para esclarecer o mecanismo de funcionamento das biomoléculas, a pesquisadora faz uma analogia com medicamentos de liberação prolongada. “Alguns medicamentos precisam ser tomados a cada quatro ou oito horas porque são absorvidos e eliminados do corpo rapidamente, enquanto outros revestidos e de liberação controlada liberam o princípio ativo aos poucos no organismo, permitindo que a pessoa tome menos medicamentos por dia. Na água, nossa nanopartícula faz o mesmo: a corona biomolecular libera gradualmente a prata, mantendo a ação biocida contra larvas e cercárias por mais tempo e sem agredir o ecossistema aquático“, explica.
Luiz Gustavo Ribeiro: “Ficamos impressionados com os resultados dos testes das nanopartículas contra as cercárias”
Estabilidade de 5 anos e patente concedida pelo INPI
Um dos maiores desafios para a comercialização de nanobioinseticidas de origem biológica é manter a estabilidade ao longo do tempo, ou seja, evitar que se degradem.
Porém, as nanopartículas desenvolvidas no Instituto Butantan são altamente estáveis em temperatura ambiente, mantendo o tamanho, a morfologia e a mesma eficiência biocida após mais de cinco anos. A estabilidade foi confirmada por análises de espalhamento dinâmico de luz (DLS) e microscopia eletrônica de transmissão.
O reconhecimento da originalidade e do caráter inovador do trabalho foi evidenciado com a concessão oficial da carta-patente do processo pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ao Instituto Butantan, em 21 de julho de 2026.
“A concessão da patente pelo INPI, evidencia o potencial e garante a proteção intelectual da tecnologia e abre portas para parcerias de desenvolvimento industrial”, comenta a pesquisadora científica do LDI.
Dispositivos biodegradáveis e o futuro no conceito One Health
Com a validação científica de bancada concluída e a patente assegurada, os pesquisadores do LDI já trabalham na próxima fase da tecnologia durante o pós-doutorado de Luiz Gustavo Ribeiro.
Atualmente produzida na forma de uma suspensão, a nanopartícula está sendo associada a outros materiais para facilitar o transporte e o armazenamento de grandes quantidades, assim como o uso em diferentes escalas.
“É uma tecnologia totalmente alinhada ao conceito de Saúde Única (One Health), integrando saúde humana, animal e preservação ambiental”, ressalta Luiz Gustavo Ribeiro.
Para a pesquisadora Ana Olivia de Souza, “trata-se de uma tecnologia e inovação sustentável que utiliza a biodiversidade brasileira a um custo viável para a saúde pública, refletindo exatamente o compromisso que o Instituto Butantan mantém ao longo de seus 125 anos de história: desenvolver ciência de excelência com impacto direto na vida da população”, conclui.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
O Governo de SP, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), oferece os Serviços de Acolhimento Institucional na modalidade Casa de Passagem para migrantes, refugiados, solicitantes de refúgio e vítimas de tráfico de pessoas estrangeiras e nacionais, com o objetivo de acolher e atender de forma integral migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade social, provendo os serviços necessários para garantir sua proteção, restabelecer sua autonomia e integrá-los à comunidade.
O recomeço pode ser um caminho complicado e doloroso, principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade. Especialmente se essas pessoas estiverem em um país estrangeiro, sem domínio do idioma, documentação adequada e situação regularizada. Para prestar apoio a esse público, é necessário, além de muita empatia, uma equipe de profissionais de diversas áreas para auxiliar nas necessidades que surgem ao longo de um processo, que vai desde a legitimação da cidadania até a inclusão no mercado de trabalho.
“O nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que chegue a São Paulo em situação de extrema vulnerabilidade encontre não apenas um teto, mas um ponto de recomeço com dignidade. Nas Casas de Passagem, oferecemos uma acolhida integral para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas, recuperar sua autonomia e se sentir verdadeiramente pertencentes e protegidos pela nossa sociedade”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Com capacidade conjunta para 200 pessoas, as Casas de Passagem Terra Nova ll e lll, localizadas em Guarulhos e Cotia, respectivamente, funcionam 24 horas por dia e oferecem atendimento social, psicológico, jurídico e atividades de fortalecimento de vínculos, pedagógicas e culturais. Os acolhidos também recebem orientação profissional e jurídica. São matriculados em cursos de língua portuguesa, contam com auxílio para inclusão produtiva e encaminhamento para a rede de políticas públicas necessárias ao fortalecimento dos usuários à garantia de direitos.
Foto: Luiz Vicente Pereira/SEDS
Eles ficam, em média, 90 dias na Casa de Passagem – período que pode ser prorrogado mediante avaliação técnica – e chegam ao atendimento encaminhados, em sua maioria, pelo Posto Avançado de Atendimento Humanizado do Município de Guarulhos e pelas Agências Internacionais da ONU para refugiados e migrantes, como ACNUR e OIM, além da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania e da rede socioassistencial de atendimento municipal. Desde 2023, mais de 6,4 mil pessoas recorreram ao serviço. O investimento do Governo de SP no período com implantação e custeio das unidades foi de R$ 34,9 milhões.
“Em parceria com órgãos internacionais e municípios, estruturamos uma rede sólida capaz de transformar um momento de incerteza e dor em uma trajetória de integração e novas perspectivas para milhares de pessoas”, conclui a secretária Andrezza.
Recomeço
Entre as nacionalidades estrangeiras mais frequentemente identificadas no atendimento estão venezuelana, boliviana, afegã, nigeriana e marroquina. A composição das nacionalidades atendidas pode variar ao longo do tempo, de acordo com os fluxos migratórios e as demandas apresentadas aos serviços.
O casal Mohamed e Sarah deixou seu país de origem com dois filhos para se distanciar da violência de gênero e da falta de direitos para mulheres. Na Terra Nova III, em Cotia, já estão começando a se integrar à sociedade. Os dois meninos, de 9 e 3 anos, estão na escola, e Mohamed, engenheiro formado, está trabalhando como repositor em um supermercado.
“Nosso papel aqui também é dar apoio emocional para que eles não desistam. Mohamed fica um pouco frustrado de ter que trabalhar fora da área de formação. Mas procuramos fazer com que ele não desista, tente fazer a equivalência de diplomas e quem sabe conseguir exercer a profissão aqui”, afirma a coordenadora da Terra Nova III, Andréia Vasconcelos.
Ela conta que desde que o equipamento foi implantado, em abril de 2024, cerca de 50 famílias já se inseriram no mercado de trabalho. Dez delas, conseguiram concluir o processo de inserção na sociedade, deixando a Terra Nova III.
As Casas de Passagem também realizam atendimento a pessoas brasileiras, de acordo com o perfil e as situações de vulnerabilidade que demandem a proteção ofertada.
Além disso, a capital paulista disponibiliza outras 80 vagas na modalidade de República, voltadas especificamente para o atendimento e acolhimento de migrantes e refugiados.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
O público que acompanha a programação da Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos conta com um atendimento especializado da Polícia Civil mais próximo e acessível. Por meio do ônibus da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), os visitantes podem registrar ocorrências, receber orientações e buscar apoio diretamente no local do evento, com mais agilidade e sem a necessidade de se deslocar até uma delegacia convencional. A iniciativa reforça a segurança e oferece suporte aos turistas que visitam a cidade de São Paulo neste final de semana.
A unidade móvel funciona como uma delegacia e está preparada para registrar boletins de ocorrência relacionados a crimes que possam acontecer durante o evento, como furtos, roubos, extravio de documentos, importunação sexual, entre outras situações. O ônibus ficará disponível ao público durante os três dias de evento, ao lado do portão 7 do autódromo.
“A presença da Delegacia Móvel da Deatur é fundamental para proporcionar um atendimento policial especializado, acessível e eficiente em local que recebe milhares de pessoas, inclusive turistas estrangeiros. Estar presente em um evento internacional da dimensão da Fórmula 1 demonstra o protagonismo e a capacidade operacional da Deatur e da Polícia Civil de São Paulo”, disse a delegada da 1ª Deatur, Luciane Regina Bachir.
Para atender aos visitantes, 38 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores, estarão mobilizados durante o evento. As equipes também contam com profissionais que falam outros idiomas e policiais mulheres capacitadas para acolher e atender vítimas de violência contra a mulher, seguindo protocolos de atendimento humanizado e proteção.
“A cada ano, a Deatur busca aprimorar sua atuação, acompanhando a evolução de grandes eventos e as necessidades do público. Mais do que uma estrutura física de atendimento, a unidade móvel representa um trabalho planejado e comprometido com a excelência na prestação do serviço público”, ressalta o delegado divisionário da Deatur, Luiz Alberto Guerra.
Paralelamente à atuação da Deatur, o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) conta com equipes especializadas que poderão prestar apoio durante o evento, de acordo com o planejamento e as necessidades identificadas. Entre elas estão o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), o Grupo Especial de Reação (GER) e o Serviço Aerotático (SAT).
Reforço nos aeroportos
Além do atendimento em Interlagos, a Deatur mantém unidades nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas. Durante os dias do evento, as equipes também estarão preparadas para atender ao aumento da circulação de passageiros e turistas, oferecendo suporte em possíveis ocorrências envolvendo viajantes e demais usuários dos aeroportos.
Cerca de mil policiais militares serão mobilizados para a operação
A Polícia Militar também reforçará a segurança durante o evento, com cerca de mil policiais mobilizados. A operação contará com unidades especializadas, patrulhamento aéreo, drones, câmeras de monitoramento e equipes voltadas à organização do trânsito.
O planejamento abrange não apenas o Autódromo de Interlagos e os bairros próximos, mas também aeroportos, hotéis, terminais rodoviários e pontos turísticos. A atuação tem como objetivo garantir a segurança de moradores, trabalhadores e visitantes que circulam pela região durante os dias da corrida.
O Muralha Paulista será uma das principais ferramentas da operação. Em um raio de dois quilômetros do autódromo, o sistema reúne 448 sensores, incluindo 113 de reconhecimento facial e 96 de leitura de placas, que cruzam dados para auxiliar na identificação de procurados pela Justiça e veículos relacionados a crimes.
O Corpo de Bombeiros também terá equipes preparadas para atender a emergências, realizar resgates e combater incêndios. A estrutura contará com motocicletas operacionais e equipamentos de salvamento para agilizar o atendimento em diferentes situações.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A utilização de drones pela Polícia Militar reforça a segurança durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, ampliando o campo de visão das equipes e permitindo o acompanhamento em tempo real de diferentes pontos da região do Autódromo de Interlagos. Por meio do sistema Olho de Águia, oito equipamentos serão utilizados ao longo dos três dias de evento, monitorando o autódromo, seu entorno e os terminais de trem próximos.
A tecnologia permite captar imagens a uma distância de até 2,5 quilômetros, mantendo boa resolução e oferecendo às equipes uma visão mais ampla do cenário. Com isso, os policiais conseguem identificar possíveis situações de risco, antecipar ocorrências e orientar as equipes que atuam diretamente nas ruas.
O Olho de Águia é uma modalidade de policiamento voltada ao apoio das equipes de área e à prevenção de riscos. O sistema também é utilizado pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para a gestão de imagens e áudios de interesse da segurança pública. Além do monitoramento de locais com possibilidade de ocorrência de crimes, a ferramenta auxilia em operações de busca e salvamento, situações de desastres e na gestão do trânsito em todo o estado.
Entre as possibilidades de emprego dos equipamentos estão a identificação de procurados pela Justiça, ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas e roubos de cargas, além da localização de pessoas e encontro de cadáveres em áreas de alto risco.
“Em grandes eventos, a tecnologia também favorece o acompanhamento da movimentação de pessoas e a identificação antecipada de situações que possam comprometer a segurança”, destaca o comandante do 27° Batalhão Metropolitano, tenente-coronel Denílson Allyson Corrêa.
Segundo o oficial, os investimentos em tecnologia fazem parte das estratégias da corporação para aprimorar o policiamento, ampliar a capacidade de atuação das equipes e oferecer mais segurança à população em eventos de grande porte.
O planejamento abrange não apenas o Autódromo de Interlagos e os bairros próximos, mas também aeroportos, hotéis, terminais rodoviários e pontos turísticos. Entre os recursos empregados está o Muralha Paulista, que reúne 448 sensores em um raio de dois quilômetros do autódromo, sendo 113 de reconhecimento facial e 96 de leitura de placas, auxiliando na identificação de procurados pela Justiça e veículos relacionados a crimes.
O Corpo de Bombeiros também terá equipes preparadas para atender emergências, realizar resgates e combater incêndios. A estrutura contará com motocicletas operacionais e equipamentos de salvamento para agilizar o atendimento durante os dias de competição.
Delegacia móvel ajuda a registrar ocorrências e dá suporte aos turistas
A Polícia Civil também reforça a estrutura de atendimento ao público com um ônibus da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), instalado ao lado do portão 7 do autódromo. A unidade móvel funciona como uma delegacia, onde o público pode registrar ocorrências, como furtos, roubos e extravio de documentos, além de receber orientações e apoio.
Ao todo, 38 policiais civis estarão mobilizados, entre delegados, escrivães e investigadores. A equipe conta com profissionais que falam outros idiomas e policiais mulheres capacitadas para acolher e atender as vítimas.
Além da unidade móvel, a Deatur também reforçará o atendimento aos turistas nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas durante o evento.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), celebra em novembro o primeiro ano de criação da Unidade de Conservação (UC) Parque Estadual do Morro Grande. O parque é uma referência de conservação e abrange 10.870 hectares nos municípios de Cotia e Ibiúna, consolidando-se como a maior floresta inserida em área urbana do mundo.
A celebração contempla um mês repleto de atividades comemorativas, esportivas e de integração comunitária realizado em parceria com as Secretarias de Turismo e de Verde e Meio Ambiente de Cotia.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Programação comemorativa e marcos institucionais
A programação comemorativa de um ano de existência tem início no dia 8 de novembro com o Trail Run Morro Grande, corrida de 22 quilômetros por estradas de terra em meio à vegetação nativa de Mata Atlântica e o percurso é voltado a atletas maiores de 18 anos. A agenda festiva segue com uma trilha monitorada no dia 14/11 e uma oficina de observação de aves no dia 21/11.
O encerramento das comemorações ocorre em 29 de novembro com uma pedalada comemorativa e um ato institucional com a participação de autoridades municipais e representantes da Fundação Florestal. Na mesma ocasião, também serão formalizados marcos estruturantes para a consolidação da unidade, como a posse do Conselho Consultivo da UC, a instalação da placa oficial de identificação no padrão Fundação Florestal e a assinatura do termo de cooperação com a Prefeitura de Cotia.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Outro destaque será o lançamento do trecho que formaliza a integração do parque à Rede Trilhas. Trata-se de um sistema do Governo de SP que une rotas de ecoturismo e conecta áreas protegidas em todo o estado, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.
Nascimento do maior parque urbano do mundo
A criação do Parque Estadual do Morro Grande resulta da reavaliação da antiga Reserva Florestal, que foi estabelecida originalmente pela Lei nº 1.949, de 1979 e oficializada pelo Decreto Estadual nº 70.046, de 4 de novembro de 2025. Em seu histórico, o espaço nasceu no final dos anos 1970 a partir de uma mobilização da sociedade civil e de ambientalistas, como Aziz Ab’Saber, Paulo Nogueira-Neto, Burle Marx e José Lutzemberger. Esse movimento social foi realizado para impedir a construção de um aeroporto metropolitano no local.
Com a mudança para Parque Estadual, a unidade corrigiu uma lacuna legal perante o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e conquistou o status de proteção integral, aliando segurança hídrica à ampliação do uso público, pesquisa e ecoturismo.
Atualmente, com seus 10.870 hectares de extensão entre os municípios de Cotia e Ibiúna, a unidade é identificada como a maior floresta inserida em área urbana do mundo. O parque funciona como um verdadeiro laboratório natural de conservação, abrigando mais de 260 espécies de árvores, 200 espécies de aves (sendo 13 ameaçadas de extinção), dezenas de mamíferos e uma das maiores riquezas conhecidas de aranhas orbitelas da Mata Atlântica.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Resultados expressivos em um ano
O primeiro ano de atuação como Parque Estadual foi marcado por avanços estruturais e aproximação com a população local. Desde a reavaliação, a gestão promoveu encontros com moradores do entorno em bairros como Caputera, Morro Grande e Caucaia do Alto, além de integrar debates no Conselho de Meio Ambiente de Cotia para fortalecer o sentimento de pertencimento.
Já na frente operacional para prevenção e cuidados, a UC conta, desde junho de 2026, com uma equipe de brigadistas especializada e equipada com veículo 4×4 e suprimentos para prevenção e combate a incêndios florestais.
Durante o primeiro ano, a visitação pública e as atividades de educação ambiental avançaram por meio de agendamentos e parcerias municipais. Como exemplo, as primeiras trilhas e pedaladas monitoradas, realizadas em junho e setembro deste ano, reuniram mais de 270 participantes e o evento em alusão ao Outubro Rosa de conscientização e prevenção ao câncer de mama, recebeu 216 participantes. Esses resultados comprovam o sucesso na aproximação entre a população local e a unidade, consolidando o potencial do parque para a educação ambiental, o ecoturismo sustentável e a preservação do patrimônio natural paulista.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Segurança hídrica e patrimônio de biodiversidade
Inserido na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e reconhecida pela Unesco, o Parque Estadual do Morro Grande desempenha papel vital na segurança hídrica da Região Metropolitana. A unidade abriga as nascentes e cabeceiras do rio Cotia, que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça (Sistema Produtor Cotia), responsáveis pelo fornecimento de água de alta qualidade para cerca de 450 mil pessoas.
A conversão da antiga reserva em parque ajustou a área ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), ampliando seu potencial para lazer sustentável, educação ambiental e desenvolvimento socioeconômico regional. Com 87% de cobertura vegetal nativa de Mata Atlântica, o parque possui uma biodiversidade rica em fauna e flora paulista. Além disso, hoje, a unidade é grande referência como polo para pesquisas científicas.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
“A consolidação do Parque Estadual do Morro Grande traduz a missão da Fundação Florestal em proteger o patrimônio natural paulista e garantir a segurança hídrica da população. Neste primeiro ano como Unidade de Proteção Integral, reforçamos nosso compromisso com a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, a pesquisa científica e o desenvolvimento do ecoturismo sustentável, integrando a comunidade local na gestão e preservação desse ativo ambiental inestimável”, destaca Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal.
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Serviço:
Aniversário do Parque Estadual do Morro Grande
Trail Run Morro Grande (Corrida de 22 km) Data: 8 de novembro de 2026 Horário: Concentração às 6h30 | Largada às 7h Local: Em frente à UBS Morro Grande (Avenida das Graças, 755 – Cotia/SP) Público-alvo: Maiores de 18 anos com preparo físico adequado
Trilha Monitorada Data: 14 de novembro de 2026
Oficina de Observação de Aves Data: 21 de novembro de 2026
Pedalada Comemorativo e Ato Institucional Data: 29 de novembro de 2026 Horário: Saída às 7h Local: Em frente à UBS Morro Grande (Avenida das Graças, 755 – Cotia/SP)
Parque Estadual do Morro Grande. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo enviou no sábado (7) 86 alertas por SMS e 6 alertas por Cell Broadcast, totalizando 92 alertas, durante o monitoramento das condições meteorológicas.
Os alertas por Cell Broadcast foram direcionados aos municípios das regiões de Quadra, Pereiras e Boituva; Lorena, Cruzeiro e Queluz; zonas sul e oeste da capital; Aguaí e Mogi Guaçu; Caçapava e Monteiro Lobato, com avanço para Taubaté; além de Campos do Jordão e Pindamonhangaba.
As mensagens alertaram sobre a ocorrência de chuva forte, raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo, com orientações para que a população permanecesse em locais seguros e se abrigasse durante as tempestades.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo monitora as ocorrências registradas em diversos municípios paulistas, em decorrência das condições meteorológicas, que provocaram chuva intensa e rajadas de vento. Os principais impactos foram quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e danos em estruturas, veículos e redes elétricas.
Em Santa Bárbara d’Oeste, foram registradas aproximadamente 80 quedas de árvores, inclusive sobre muros, além de ocorrências envolvendo fios da rede elétrica. Em Piracicaba, foram contabilizadas 19 ocorrências relacionadas à queda de árvores e galhos. Já em Santa Isabel, houve 15 quedas de árvores, com danos em residências, veículos, espaços públicos e propriedades particulares.
Também foram registrados impactos em Campinas, Hortolândia, Guareí, São Roque, Ribeirão Bonito, Cosmópolis, São João da Boa Vista, Queluz, Rincão, Monte Mor, Piedade, Taciba, Itaberá, São Bento do Sapucaí, Itápolis, Ibirá e Potirendaba.
Em Hortolândia, além de três ocorrências de queda de árvores sobre vias públicas, houve registro de alagamento e queda de uma estrutura metálica de construção. Em Campinas, foram identificadas quedas de árvores em diferentes ruas, pontos de alagamento e queda de muro.
Em São Roque, os bairros Marmeleiro, Jardim René, Planalto Verde e Pavão foram os mais afetados. Na Estrada do Paraíso, uma árvore atingiu a rede elétrica, provocando a queda de fios de alta tensão sobre a via. Em Monte Mor, além das quedas de árvores e pontos de alagamento, houve rompimento de cabos da rede de energia elétrica.
Os ventos também provocaram danos em edificações. Em Guareí, foram registrados destelhamentos parciais de uma residência e de um galpão. Em Queluz, três edificações foram parcialmente destelhadas. Em Taciba, oito residências na área rural tiveram destelhamentos parciais, além de danos no Recinto de Exposições José Cardoso de Pádua.
Em Itaberá, foram contabilizadas nove residências destelhadas, além de mais de dez quedas de árvores e danos à rede elétrica. Em Itápolis, oito árvores caíram em vias públicas da área rural, e uma residência no bairro Monjolinho teve destelhamento total, deixando três moradores desalojados, que foram encaminhados para casas de familiares.
Em Piedade, três residências foram atingidas por alagamentos nas proximidades da Vila Moraes. Em Ribeirão Bonito, a queda de uma árvore sobre a quadra de bocha, no Centro, provocou danos à cobertura e levou à interdição parcial do espaço. Em São João da Boa Vista, o destelhamento do Centro de Integração Comunitária (CIC) exigiu o isolamento e a sinalização da área.
Em Santa Isabel, uma árvore caiu sobre a cobertura metálica de um estacionamento e atingiu dois veículos. A estrutura da torre da antena de rádio do Batalhão de Polícia Militar também foi afetada pela força dos ventos. Em Cosmópolis, galhos de árvores atingiram um veículo estacionado. Já em Potirendaba, os ventos provocaram a queda do portão do Estádio Municipal.
Em São Bento do Sapucaí, foram registradas quedas de árvores em diferentes localidades, incluindo uma nas proximidades da Santa Casa, que atingiu um veículo estacionado. Em Ibirá, foram contabilizadas aproximadamente 22 quedas de árvores, sendo a maior parte na área rural. Em Rincão, houve três ocorrências de destelhamento parcial.
As Defesas Civis municipais permanecem mobilizadas para atendimento das ocorrências, realização de vistorias técnicas, remoção de árvores, limpeza de vias e isolamento de áreas afetadas. As concessionárias de energia elétrica também atuam nos municípios afetados, com equipes mobilizadas para a realização dos reparos na rede e o restabelecimento do fornecimento de energia nos locais atingidos.
Até o momento, não há registro de pessoas feridas ou desabrigadas nas ocorrências relatadas. Os três moradores desalojados em Itápolis foram acolhidos por familiares.
Para este domingo (8), a previsão indica a persistência de pancadas de chuva em diferentes regiões paulistas, com intensidade moderada e, pontualmente, forte, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento localizadas, principalmente nas regiões leste, norte e central.
Recomendações à população
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os avisos oficiais, evitar áreas alagadas e nunca atravessar ruas inundadas ou trechos com correnteza, a pé ou de veículo. Durante tempestades, procure abrigo seguro e mantenha distância de árvores, postes e estruturas metálicas.
Em áreas de encosta, fique atento a sinais como rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes e estalos no terreno. Ao identificar esses indícios, afaste-se do local e acione a Defesa Civil.
Para receber gratuitamente os alertas por SMS, envie o CEP da localidade desejada para o número 40199.
Em situações de emergência, acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Cuidados com as chuvas
A Defesa Civil orienta a população a adotar medidas preventivas antes e durante as chuvas intensas:
Granizo: sempre que possível, mantenha veículos em locais cobertos e procure abrigo em ambientes fechados, longe de janelas e coberturas frágeis.
Ventos fortes: recolha objetos soltos em quintais, varandas e sacadas. Durante as rajadas, mantenha distância de árvores, postes, placas e estruturas que possam cair.
Raios: procure abrigo em edificações fechadas. Evite áreas abertas, árvores isoladas, estruturas metálicas e contato com a água durante as descargas elétricas.
Alagamentos e enxurradas: não atravesse ruas alagadas nem trechos com correnteza, a pé ou de veículo. Mantenha distância de rios, córregos e áreas sujeitas a inundação.
Deslizamentos: observe sinais como rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes, surgimento de água barrenta e movimentação de terra. Se perceber indícios de risco, saia do local e acione a Defesa Civil.
Prevenção em casa: verifique calhas, ralos e telhados antes da chuva. Não faça reparos em telhados durante tempestades.
Fios caídos: não toque nem se aproxime de cabos elétricos rompidos. Acione a concessionária de energia.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A Polícia Penal do Estado de São Paulo registra o crescimento de 9,64% na inscrição de presos no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL). Neste ano, foram computados 24.601 inscritos, distribuídos em 175 estabelecimentos penais. Em comparação com 2025, quando houve 22.439 inscritos em 170 estabelecimentos, verifica-se o acréscimo de 2.162 inscrições e a participação de mais cinco presídios. A aplicação das provas está prevista para os dias 15 e 16 de dezembro e a divulgação dos gabaritos deve ocorrer em 28 de dezembro.
O Enem PPL, assim como o Enem comum, possibilita a entrada no ensino superior por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no qual é possível disputar vagas em universidades públicas, no Programa Universidade Para Todos (Prouni), no qual existe a possibilidade de concorrer a bolsas integrais ou parciais em universidades e faculdades particulares, e por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece o financiamento dos estudos em instituições de ensino superior.
A avaliação de desempenho tem a mesma dificuldade da aplicada aos estudantes do ensino regular fora dos presídios. O exame foca nos encarcerados que concluíram o ensino médio e é composto por quatro provas, que juntas somam 180 questões, e uma redação em língua portuguesa. A realização é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e, além de auxiliar para a chegada à universidade, também colabora para análise da educação como um todo.
Aprovação e certificação
A aprovação no Enem PPL ocorre a partir dos seguintes critérios: nota média final acima de 450 pontos e não zerar na redação. Essas condições são os requisitos mínimos adotados pelo Sisu, Prouni e Fies para a inscrição na disputa por vagas no Ensino Superior. O Sisu, apesar de não determinar nota mínima no Enem, exige uma pontuação maior que zero na redação e, boa parte das instituições aderentes estipula notas superiores aos 450 pontos para disputar alguma vaga.
Desde a edição passada do Enem, tanto na versão PPL quanto na versão ofertada à população em geral, o participante pode obter a certificação de conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, desde que atinja ao menos 450 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 pontos na prova de redação.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.
A Polícia Militar de São Paulo abre nesta segunda-feira (9) as inscrições do concurso público para preencher 2 mil vagas de aluno-soldado. A seleção é destinada a homens e mulheres, e os aprovados terão remuneração inicial de R$ 5.482,51.
Para participar, é necessário ter entre 17 e 30 anos, ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias B a E. Também é exigida altura mínima de 1,55 metro para mulheres e 1,60 metro para homens.
O edital completo, com todos os requisitos, etapas e orientações para participação, está disponível no Diário Oficial do Estado, neste link.
As inscrições começam às 10h e devem ser feitas até as 23h59 de 22 de dezembro, pelo site da Fundação Vunesp.
A taxa de inscrição é de R$ 110. O edital prevê isenção total para candidatos que comprovem ter realizado ao menos três doações de sangue nos 12 meses anteriores, em entidades reconhecidas. Estudantes e pessoas desempregadas que atendam aos critérios previstos no documento podem solicitar redução de 50% do valor.
Como será a seleção
O processo seletivo será dividido em etapas. A primeira reúne prova objetiva e redação, previstas para 28 de fevereiro de 2027. Os candidatos também passarão por avaliação de aptidão física, exames de saúde, avaliação psicológica e análise da conduta social, reputação e idoneidade.
A prova objetiva terá 60 questões, distribuídas entre língua portuguesa, matemática, conhecimentos gerais, informática e noções de administração pública. Já a redação será dissertativo-argumentativa.
O candidato poderá escolher entre 51 cidades para realizar as provas, sendo 37 no estado de São Paulo e 14 em outras unidades da Federação. A escolha do município de prova, porém, não garante que o futuro policial será designado para trabalhar naquela localidade.
Na etapa física, serão avaliados exercícios de força e resistência, como barra, abdominal, corrida de 50 metros e corrida de 2.400 metros. Os índices exigidos variam de acordo com o sexo do candidato.
“Esse concurso representa mais uma etapa do trabalho de fortalecimento da Polícia Militar em São Paulo. A ampliação do efetivo é importante para que a instituição continue preparada para atender à população em todas as regiões do estado. Além do ingresso na carreira, os candidatos aprovados passarão por uma formação que reúne conhecimento técnico, preparo físico e orientação para atuar com responsabilidade e respeito aos direitos dos cidadãos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Fonte: Agência SP. Conteúdo republicado de fonte oficial.