Outubro Rosa: veja como dar notícias difíceis em casos suspeitos no exame de mama

Chamado Radnews, o protocolo foi desenvolvido para facilitar a comunicação de resultados tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde durante o diagnóstico de câncer de mama

Outubro é o mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028. Nesse cenário, um protocolo criado por pesquisadores do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Inrad-HCFMUSP) orienta médicos e outros profissionais da saúde sobre como conduzir a comunicação com pacientes durante o diagnóstico.

A médica radiologista Natália Ceccaroni Orthmann explica que transmitir informações à paciente após a realização do exame é um processo delicado, inclusive para os profissionais. “Quando a paciente vem até nós para fazer os exames, a nossa intenção é entender o que está acontecendo naquele contexto e enunciar do melhor jeito possível, trazendo tanto os achados benignos e os suspeitos. Quando a gente chega nesse momento dos suspeitos, é a hora que a gente tem um pouquinho mais de dificuldade.”

Comunicação de notícias difíceis

O protocolo, chamado Radnews, foi desenvolvido para facilitar a comunicação de resultados tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. A proposta foi apresentada em artigo publicado na RadioGraphics, revista científica da Radiological Society of North America (RSNA).

Segundo Natália, o objetivo é oferecer ao radiologista uma orientação para comunicar de forma clara a possibilidade de um achado suspeito. “A gente criou pensando na facilitação do radiologista para a comunicação de uma notícia difícil, que é um achado suspeito, porque nem sempre tudo que a gente acha na mama é um câncer.”

“Muitas vezes são lesões benignas ou com alguma coisinha diferente, que é a atipia, e, a partir dali, às vezes é necessária uma investigação. Mas todo paciente fica ansioso para saber.”

Natália explica que existem outros protocolos de comunicação na medicina. Ela cita o protocolo Spikes, voltado à comunicação de notícias difíceis, especialmente em situações oncológicas. De acordo com ela, esse protocolo considera a relação construída por meio do contato entre médico e paciente, realidade que nem sempre ocorre com os radiologistas.

O radiologista participa de apenas uma das etapas da jornada da paciente, enquanto os próximos passos são conduzidos pelo médico solicitante. “Nesse processo de passar por nós, a gente tenta deixar do jeito mais claro possível para um leigo, que não é da área da saúde, entender.”

Um protocolo universal

O material foi desenvolvido para contemplar diferentes realidades e também poder ser utilizado por médicos de outros países. “A gente sabe muito bem que há uma diferença de saúde, de estrutura de saúde entre todos os países. E o Brasil tem suas particularidades. Então a gente tentou deixar um protocolo mais uniforme e universal.”

A médica ressalta ainda a importância de preservar o histórico dos exames. Segundo ela, os exames funcionam como documentos das pacientes e podem ser necessários para que os médicos compreendam padrões de envelhecimento e acompanhem alterações ao longo do tempo.

A mamografia é um dos principais exames utilizados na investigação do câncer de mama e, conforme a indicação médica e as diretrizes adotadas, pode ser complementada por ultrassonografia ou ressonância magnética. De acordo com Natália, nem todo resultado suspeito significa câncer, mas, diante de determinadas alterações, pode ser necessária a realização de biópsia ou punção — procedimentos seguros e minimamente invasivos utilizados para coletar células ou tecidos e confirmar ou descartar a suspeita.

Na avaliação da especialista, independentemente do resultado do exame, a comunicação deve ser conduzida com cuidado e empatia. O diagnóstico começa no exame, mas não termina nele. Por isso, a orientação sobre os próximos passos também é fundamental.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Fonte/foto: Divulgação/GESP

Tempo instável reforça alerta para prevenção das arboviroses em SP

Chuvas e temperaturas mais altas favorecem a formação de criadouros do Aedes aegypti; estado soma 60,9 mil casos de dengue em 2026

A combinação de chuva, umidade e temperaturas mais elevadas prevista para diferentes regiões do estado de São Paulo pode favorecer a formação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya. Com o tempo instável, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça a orientação para que a população elimine recipientes com água parada dentro e fora de casa.

Nesta semana, o Estado registrou períodos de instabilidade, com ocorrência de chuvas em diferentes regiões e temperaturas mais elevadas. A combinação de umidade e calor pode favorecer a reprodução do mosquito, principalmente em locais com acúmulo de água parada.

Após períodos de chuva, objetos como vasos de plantas, calhas, pneus, garrafas, caixas-d’água e outros recipientes deixados em áreas externas podem acumular água e se transformar em criadouros do mosquito.

Em 2026, o Estado de São Paulo registra 60.965 casos de dengue e 43 mortes pela doença. A população consegue acompanhar diariamente o número de casos de dengue por meio do site: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/arboviroses-dengue-sp.

Campanha alerta para criadouros dentro de casa

Uma campanha em veiculação em todo o estado também chama a atenção para possíveis focos do Aedes aegypti dentro das residências.

Desenvolvida pela Secretaria de Comunicação (Secom), em parceria com a SES-SP, a ação tem como mote “O maior perigo da sua casa pode estar onde você nem imagina” e orienta a população a identificar e eliminar locais que possam acumular água.

O vídeo da campanha está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=p3yY50I5_oY

Sintomas e sinais de alarme

A dengue costuma começar com febre alta, acima de 38°C, de início repentino e duração de dois a sete dias. Também podem ocorrer:

  • dor de cabeça;
  • dores no corpo e nas articulações;
  • dor atrás dos olhos;
  • fraqueza e mal-estar;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas e coceira na pele.
    Os sinais de alarme podem aparecer principalmente quando a febre começa a diminuir. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura ou desmaio, dificuldade para respirar, sangramentos e cansaço extremo ou irritabilidade exigem atendimento imediato.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar um serviço de saúde e não se automedicar.

Dengue 100 Dúvidas

O portal Dengue 100 Dúvidas reúne respostas às cem perguntas mais buscadas na internet sobre dengue, zika e chikungunya, com informações sobre prevenção, sintomas e tratamento. O acesso está disponível em www.dengue100duvidas.sp.gov.br.


Fonte: Agência SP | foto: Nuzee/Pixabay

Entenda os novos critérios para doação de sangue que estão em vigor

Agora idosos de mais de 70 anos podem doar, desde que sejam doadores de repetição da Pró-Sangue

Neste mês, a Fundação Pró-Sangue passou a adotar os novos critérios para aprovação de candidatos à doação de sangue, estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026, que atualiza a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017. A nova regulamentação atualiza os critérios de aptidão para doadores de sangue e reduzem alguns períodos de inaptidão temporária, possibilitando que determinados candidatos possam retornar à doação em menor intervalo de tempo.

Entre as principais mudanças estão:

•    Idade: após os 70 anos, será permitido se candidatar, desde que seja doador de repetição da Pró-Sangue (aquele que habitualmente realizava doações) e passará por avaliação médica no local.

•    Tatuagem, maquiagem definitiva, micropigmentação e acupuntura: se feitas em estabelecimento apropriado (seguro) e com todos os cuidados necessários (assepsia correta e material descartável), o prazo é de 7 dias; caso contrário, o prazo é de 4 meses.

•    Piercing ou brinco: se feitos em local sem mucosa, com material descartável e em estabelecimento apropriado, o prazo é de 7 dias; caso contrário, o prazo é de 4 meses (locais com mucosa, a doação poderá ser realizada 4 meses após a retirada).

•    Endoscopia, colonoscopia e outros procedimentos endoscópicos: o período de espera passa a ser de 4 meses.

•    Resfriado comum: aguardar 3 dias após desaparecimento dos sintomas.

•    Gripe: se associado à febre (temperatura corporal acima de 38ºC), inapto por 2 semanas após o desaparecimento dos sintomas.

•    Situações nas quais há maior risco de adquirir Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST): aguardar 4 meses.

•    Extração dentária ou tratamento de canal: aguardar 7 dias, a depender do medicamento que estiver utilizando.

•    Cirurgia odontológica com anestesia geral: aguardar por 4 semanas.

•    Vacinas: contra Sarampo ou Dengue (4 semanas), Gripe (por 48 horas), Covid-19 (7 dias).

•    Viagem: após o retorno de região onde há surto de Febre Amarela ou alta prevalência de Malária: apto após 30 dias.

•    Doenças: se câncer do sistema hematopoiético (leucemias e linfomas) ou melanoma fica impedido; para outros tipos, poderá se candidatar após 5 anos da cura ou remissão, e passará por avaliação médica no local. 

Além desses pontos, a nova regulamentação atualiza também outros critérios relacionados a medicamentos, doenças infecciosas e outros critérios que serão avaliados durante a Triagem Clínica no local.

Triagem clínica

A atualização dos critérios integra o processo de adequação das normas brasileiras de hemoterapia e a avaliação dos candidatos continuará sendo realizada individualmente durante a etapa da doação chamada de Triagem Clínica, de acordo com as condições de saúde e o histórico informado por cada candidato no momento da doação.


Fonte: Agência SP | Foto: Divulgação/GESP

Barueri inicia construção de Centro TEA com 5,4 mil m²

Equipamento terá consultórios, piscina semiolímpica, quadra, salas terapêuticas e espaços de convivência; conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2028.

A Prefeitura de Barueri iniciou a construção do Centro TEA (Transtorno do Espectro Autista), na alameda Wagih Salles Nemer, na região central da cidade, ao lado da Câmara Municipal. A entrega do novo equipamento está prevista para o primeiro semestre de 2028.

O prédio terá dois pavimentos e será construído em um terreno de 6.720 m², com 5.487,98 m² de área construída. O projeto prevê uma estrutura voltada ao atendimento especializado e ao desenvolvimento de atividades terapêuticas, educacionais, culturais, esportivas e de convivência.

Entre os espaços previstos estão consultórios de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, neurologia e psiquiatria, além de enfermaria e ambientes destinados a diferentes atividades.

O projeto também inclui oficinas de teatro, artes manuais, pintura, música e dança, salas para contação de histórias, arte sensorial e jogos cooperativos, além de salas de interação.

Estrutura prevista

O Centro TEA contará ainda com horta educativa, espaço de descompressão e convivência e salas destinadas às atividades de vida diária, como higiene, cozinha, organização e preparação profissional.

Na área esportiva, o projeto prevê uma piscina semiolímpica e uma quadra poliesportiva. O equipamento terá também auditório, biblioteca, jardim sensorial, áreas administrativas e estacionamento com 13 vagas descobertas.

Para garantir acessibilidade, o projeto prevê rampas com inclinação de 8,33% e elevador.

A proposta da unidade é concentrar diferentes modalidades de atendimento e atividades em um mesmo equipamento, com foco no desenvolvimento de habilidades, autonomia e inclusão social de pessoas com transtorno do espectro autista e no suporte às famílias.

Atendimento atual

Enquanto o novo Centro TEA não é concluído, o atendimento especializado é realizado pelo Cretea (Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista), na sede da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), na Rua Vereador Isaías Pereira Souto, 175, no Jardim Belval.

A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.


Imagem: Divulgação/PMB

Obesidade triplica no Brasil e já atinge 27,7% dos adultos

Estudo do Global Burden of Disease aponta que a taxa passou de 7,8% para 27,7% entre 1990 e 2023; excesso de peso chegou a 66,8%.

A prevalência de obesidade entre adultos brasileiros com 25 anos ou mais mais do que triplicou entre 1990 e 2023, passando de 7,8% para 27,7%, segundo estudo da série Global Burden of Disease (GBD) publicado neste mês pela revista The Lancet.

O levantamento aponta que o Brasil teve o maior crescimento da prevalência de obesidade entre os 17 países latino-americanos analisados.

Quando são considerados conjuntamente sobrepeso e obesidade, classificados como excesso de peso, o avanço também é expressivo. A proporção passou de 40,3% em 1990 para 66,8% em 2023. Isso significa que cerca de dois em cada três brasileiros com 25 anos ou mais estavam acima do peso considerado adequado para a altura naquele ano.

Na comparação com outros países da América Latina, Brasil e Colômbia apresentaram o maior crescimento da parcela da população com excesso de peso, de 69%, enquanto a média da região foi de 47% no período analisado.

Mudança no padrão alimentar

Para Deborah Carvalho Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das autoras do estudo, a evolução está relacionada a mudanças no padrão alimentar e na prática de atividades físicas.

O Brasil passou, nas últimas décadas, por uma transição nutricional marcada pela redução da desnutrição, ao mesmo tempo em que aumentou a presença de alimentos de menor qualidade nutricional na alimentação da população.

Segundo a pesquisadora, alimentos ultraprocessados ganharam espaço em substituição a opções consideradas mais saudáveis. Entre os fatores apontados estão o preço, a facilidade de preparo e a ampla publicidade desses produtos.

Ela também cita mudanças no consumo de alimentos tradicionais, como o feijão, fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais.

Além da alimentação, o aumento do sedentarismo é apontado como outro fator relacionado ao avanço do excesso de peso. A maior exposição a celulares, computadores e televisão também está associada à redução da prática de atividades físicas.

Impactos começam ainda na infância

O avanço da obesidade preocupa especialmente quando o excesso de peso começa durante a infância. Segundo Malta, crianças com obesidade apresentam maior predisposição para permanecer com o problema na vida adulta e desenvolver doenças crônicas.

O excesso de peso está associado a enfermidades como doenças cardiovasculares, renais e osteomusculares, além de diferentes tipos de câncer. A pesquisadora também chama atenção para possíveis impactos sobre a autoestima e o bem-estar psicológico.

Por isso, a prevenção precisa começar ainda nos primeiros anos de vida, com incentivo à alimentação adequada, atividade física e hábitos saudáveis.

Entre as medidas defendidas pela pesquisadora estão políticas de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis, mudanças na tributação de produtos ultraprocessados e ações de promoção da alimentação adequada nas escolas.

O incentivo ao aleitamento materno e a oferta de alimentos saudáveis na merenda escolar também são apontados como medidas importantes para enfrentar o avanço do excesso de peso.

O que os números mostram

Em 1990, a obesidade atingia 7,8% dos brasileiros com 25 anos ou mais.

Em 2023, o índice chegou a 27,7%.

No mesmo período, a prevalência de excesso de peso, que reúne sobrepeso e obesidade, passou de 40,3% para 66,8%.

Os números mostram uma mudança significativa no perfil nutricional da população brasileira ao longo de três décadas e colocam o avanço da obesidade entre os principais desafios de saúde pública do país.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Fonte: https://horasp.com.br/obesidade-triplica-no-brasil-e-ja-atinge-277-dos-adultos/

Barueri inaugura 15 leitos de cuidados paliativos

A Prefeitura de Barueri inaugurou nesta terça-feira (1º) uma nova ala com 15 leitos de cuidados paliativos no Hospital de Retaguarda do Jardim Paulista. A estrutura foi criada para atender pacientes com doenças graves e oferecer controle de sintomas, conforto e assistência integral durante uma fase de cuidados que pode envolver os últimos dias de vida.

A nova ala contará com equipe médica e profissionais de diferentes áreas, incluindo enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, odontologia, serviço social, farmácia e psicologia.

A proposta é oferecer dentro do hospital um ambiente adequado para pacientes que apresentam sintomas de difícil manejo, com foco na qualidade de vida e na redução de desconfortos.

Durante a inauguração, a secretária da Saúde de Barueri, Luciane Amaral, destacou a importância da criação dos leitos e afirmou que estruturas dedicadas exclusivamente aos cuidados paliativos ainda são pouco comuns entre hospitais brasileiros.

Segundo a secretária, a iniciativa também pode servir de referência para outros municípios da região.

O prefeito Beto Piteri afirmou que a nova ala representa uma ampliação do cuidado humanizado na saúde municipal, especialmente para pacientes e familiares que enfrentam um dos períodos mais delicados do tratamento.

O que são cuidados paliativos

Os cuidados paliativos são destinados a pessoas com doenças graves e que ameaçam a vida. Nessa etapa, o atendimento tem como prioridade o alívio da dor e de outros sintomas, o conforto e a qualidade de vida, em vez de concentrar o tratamento exclusivamente na cura da doença.

O cuidado também pode envolver os familiares, com suporte durante o processo de adoecimento e luto.

Na nova ala de Barueri, a equipe multiprofissional poderá atuar no controle de sintomas como dor e falta de ar, além de outros desconfortos, buscando evitar intervenções invasivas desnecessárias quando elas não forem compatíveis com os objetivos do cuidado.

A estrutura integra o Hospital de Retaguarda do Jardim Paulista “Vanderson César de Almeida”, localizado na Avenida Cidade de Itu, 346, no Jardim Itaparica.


Foto: Ana Guice/PMB

Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) em todo o estado de SP

Pais e responsáveis devem ficar atentos: o estado de São Paulo realiza neste sábado (22) o Dia D da Campanha de Multivacinação, com ações nos 645 municípios paulistas.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outros pontos de vacinação estarão abertos das 8h às 17h para que pais e responsáveis possam verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mais de 6,2 milhões de doses foram distribuídas aos municípios paulistas para as ações da campanha.

Quais vacinas estarão disponíveis?

A campanha de multivacinação disponibiliza 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, com proteção contra diferentes doenças.

Entre as vacinas disponíveis estão:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Poliomielite;
  • Rotavírus;
  • Pneumocócica;
  • Meningocócica;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Tríplice viral;
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • HPV.

Nesta edição, a campanha também conta com a Pneumo 20, incorporada ao calendário para ampliar a proteção de crianças menores de 5 anos contra doenças como pneumonia e meningite.

Sarampo terá vacinação reforçada em três cidades

Além da atualização da vacinação de crianças e adolescentes, o Dia D terá uma estratégia específica contra o sarampo na capital paulista, em Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, a vacinação contra a doença será indicada para pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal, respeitando os intervalos recomendados entre as doses e as contraindicações.

A estratégia foi adotada após a confirmação de casos de sarampo no estado.

Em 2026, São Paulo registrou 23 casos confirmados da doença, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

A campanha de multivacinação segue até o dia 1º de setembro.

Serviço

Dia D da Campanha de Multivacinação

Data: sábado, 22 de agosto
Horário: das 8h às 17h
Público principal: crianças e adolescentes menores de 15 anos
Local: UBSs e pontos de vacinação dos 645 municípios do estado de São Paulo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Divulgação/GESP

SUS amplia para 100 mil atendimentos mensais a pessoas viciadas em apostas

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil teleatendimentos por mês a capacidade de atendimento a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A expansão entrou em vigor nesta terça-feira (4) e busca atender ao aumento da procura pelo serviço.

Disponível por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o atendimento é remoto, sigiloso e oferece acolhimento profissional para pessoas que apresentam sinais de dependência em apostas. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Procura pelo serviço aumentou

O serviço começou a ser oferecido em março deste ano e realizava, em média, cerca de 600 teleatendimentos mensais.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação foi necessária devido ao crescimento da demanda por apoio especializado.

Além do acolhimento inicial, o atendimento funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos relacionados à saúde mental.

Mais de 1 milhão pediram bloqueio em sites de apostas

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de plataformas de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponível no Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Segundo a pasta, 35% dos usuários informaram que recorreram ao bloqueio por terem perdido o controle sobre as apostas.

Quais são os sinais de alerta?

O Ministério da Saúde orienta que alguns comportamentos podem indicar que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento e passou a representar um problema de saúde.

Entre os principais sinais estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • sentimento frequente de culpa ou vergonha;
  • ansiedade, irritabilidade ou inquietação quando não consegue jogar;
  • dificuldade para reduzir ou interromper as apostas;
  • utilização dos jogos como forma de aliviar estresse ou frustrações;
  • prejuízo nas relações familiares, sociais ou profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Fatores que aumentam o risco

O Ministério da Saúde também destaca fatores que podem favorecer o desenvolvimento da dependência em jogos de apostas.

Entre eles estão:

  • contato precoce com jogos de aposta;
  • facilidade de acesso às plataformas digitais;
  • busca por alívio emocional;
  • histórico de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais;
  • impulsividade;
  • influência social e cultural favorável às apostas;
  • isolamento social;
  • vulnerabilidade socioeconômica.

Como buscar ajuda

O atendimento pode ser solicitado pelo aplicativo Meu SUS Digital e é realizado de forma remota, preservando o sigilo do paciente.

Caso seja necessário, o usuário é encaminhado para acompanhamento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que integra os serviços especializados do Sistema Único de Saúde.


Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil | Fonte: https://horasp.com.br/sus-amplia-para-100-mil-atendimentos-mensais-a-pessoas-viciadas-em-apostas/

Sarampo volta a acender alerta: Barueri reforça vacinação para evitar avanço da doença

Você sabia que o sarampo pode causar pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro), desidratação grave, deixar sequelas permanentes e até levar à morte? Apesar de ser uma doença prevenível por vacina, o Estado de São Paulo já confirmou 13 casos da doença em 2026.  

Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde de Barueri faz um alerta simples e urgente: mantenha a vacinação em dia! A vacina é a única forma comprovada de prevenção contra a essa grave doença. 

Casos registrados 

Os casos registrados neste ano ocorreram na capital paulista (11) e em São Bernardo do Campo (2), envolvendo bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos. Os dados mostram que o sarampo não escolhe idade e que a queda na cobertura vacinal continua sendo a principal porta de entrada para o retorno da doença.  

Altamente contagioso  

O sarampo é transmitido pelo ar, principalmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, sendo uma das doenças mais contagiosas que existem. Os primeiros sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.  

Embora muita gente ainda trate a doença como algo do passado, ela continua representando um risco real quando a vacinação é negligenciada.  

O retorno de uma doença que já estava controlada  

O Brasil eliminou o sarampo em 2016, mas perdeu essa conquista poucos anos depois em razão da queda da cobertura vacinal e do aumento da circulação do vírus.  

Em novembro de 2024, o país recuperou a certificação de eliminação da circulação endêmica. No entanto, a confirmação de novos casos demonstra que essa conquista depende da participação de toda a população.  

A preocupação aumenta porque a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde. Além disso, uma Nota Técnica do Governo Federal alerta para o risco de reintrodução do vírus no Brasil devido aos surtos registrados nos Estados Unidos, México e Canadá, somados ao aumento das viagens internacionais, especialmente durante grandes eventos.  

Quem deve se vacinar?  

A vacinação contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e continua sendo a forma mais eficaz de prevenção.  

O esquema recomendado é:  

  • Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;  
  • Pessoas de 1 a 29 anos: duas doses, caso não tenham sido vacinadas;  
  • Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose, caso não tenham sido vacinadas;  
  • Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade, conforme o histórico vacinal.  

Procure a UBS mais próxima  

A Secretaria de Saúde de Barueri orienta toda a população a conferir a caderneta de vacinação de crianças, adolescentes e adultos. 

Quem tiver dúvidas sobre o esquema vacinal ou precisar atualizar as doses deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. 

Vacinar é uma atitude simples, segura e responsável. Além de proteger quem recebe a vacina, ela ajuda a interromper a circulação do vírus e protege toda a comunidade, especialmente bebês e pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.  

Deixar de se vacinar abre espaço para que doenças antes controladas voltem a colocar vidas em risco.  


Fonte: Portal Barueri | Foto: Ana Guice/PMB

Hospital Municipal de Cajamar ganha Agência Transfusional e amplia atendimento aos pacientes

A Prefeitura de Cajamar inaugurou a Agência Transfusional do Hospital Municipal, novo serviço que amplia a capacidade de atendimento da unidade e garante mais agilidade e segurança aos pacientes que necessitam de transfusões de sangue.

Instalada entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico, a nova estrutura permitirá acesso mais rápido aos hemocomponentes em situações de urgência, emergência e durante procedimentos cirúrgicos, reduzindo o tempo de resposta nos atendimentos em que cada minuto é decisivo.

Além do armazenamento e da disponibilização de bolsas de sangue, a Agência Transfusional será responsável pelo controle dos hemocomponentes, seguindo protocolos técnicos e de qualidade que garantem maior segurança aos pacientes e suporte às equipes médicas.

De acordo com a Prefeitura de Cajamar, a implantação do serviço faz parte dos investimentos voltados à modernização da rede municipal de saúde e à ampliação da estrutura hospitalar, oferecendo um atendimento cada vez mais eficiente, seguro e qualificado para a população.

Com a nova unidade, o Hospital Municipal passa a contar com uma estrutura mais preparada para atender pacientes que necessitam de transfusões, especialmente em casos de alta complexidade e procedimentos cirúrgicos.


Foto: Divulgação/PMC

1 2 3 … 5