Prefeitos de Barueri, Jandira e Itapevi declaram apoio a Bruna Furlan e Igor Soares

Coletiva em Barueri reuniu lideranças da Região Oeste e marcou a formação de uma frente política regional para as eleições de 2026

Os prefeitos de Barueri, Jandira e Itapevi anunciaram, na noite de segunda-feira (20), apoio às pré-candidaturas de Bruna Furlan à reeleição como deputada estadual e do ex-prefeito de Itapevi, Igor Soares, para deputado federal.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada no Diretório Municipal do Republicanos, em Barueri, com a presença de veículos de comunicação da Região Oeste da Grande São Paulo.

Além dos dois pré-candidatos, participaram do encontro o ex-prefeito de Barueri Rubens Furlan, o prefeito de Barueri Beto Piteri, o prefeito de Jandira Dr. Sato e o prefeito de Itapevi Teco Godoy.

Lideranças defendem fortalecimento da representação regional

Durante a coletiva, os participantes defenderam a ampliação da representatividade da Região Oeste na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara dos Deputados.

Segundo as lideranças, a atuação de parlamentares com conhecimento da realidade dos municípios pode contribuir para a obtenção de recursos e o avanço de projetos nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura e desenvolvimento social.

Os prefeitos também destacaram que a união entre os municípios fortalece a interlocução da região junto aos governos estadual e federal.

Rubens Furlan destaca experiência dos pré-candidatos

Rubens Furlan afirmou que Bruna Furlan e Igor Soares representam uma nova geração de lideranças com experiência na administração pública e atuação voltada às demandas da população.

Ao comentar a trajetória de Igor Soares, o ex-prefeito ressaltou as transformações realizadas em Itapevi durante sua gestão, citando investimentos em educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida.

Igor Soares defende atuação regional

Prefeito de Itapevi entre 2017 e 2024, Igor Soares afirmou que pretende levar para a Câmara dos Deputados a experiência adquirida na administração municipal.

Segundo ele, os municípios precisam de representantes que atuem permanentemente na busca por recursos e no encaminhamento de projetos voltados às necessidades da população.

O ex-prefeito também defendeu maior integração entre as cidades da Região Oeste para enfrentar desafios comuns.

Bruna Furlan destaca projetos para a saúde

Durante a coletiva, Bruna Furlan destacou sua atuação parlamentar, especialmente na área da saúde.

Entre os projetos mencionados está a implantação da primeira Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo voltada exclusivamente para a área da saúde, em Barueri.

Segundo a deputada, a unidade deverá contribuir para a formação de profissionais especializados e ampliar a oferta de mão de obra qualificada para hospitais, unidades básicas de saúde, clínicas e laboratórios da Região Oeste.

Formação de frente política regional

O encontro também marcou a criação de uma frente política regional em torno das duas pré-candidaturas.

Ao final da coletiva, as lideranças reafirmaram o compromisso de atuar conjuntamente para fortalecer a representação política da Região Oeste e defender investimentos destinados aos municípios da região.


Foto: Jornal da Grande SP

Osasco adere a iniciativa global voltada a compromissos sobre questões climáticas

A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar, Sustentabilidade e Inovação Social (SESAN) e do Grupo de Trabalho para as Ações Climáticas, aderiu ao Beat the Heat: Mutirão contra o Calor Extremo, iniciativa global vinculada ao legado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), voltada ao fortalecimento das ações locais de enfrentamento às temperaturas extremas e à promoção de soluções sustentáveis de resfriamento nas cidades.

O Beat the Heat busca conectar os compromissos globais sobre o clima à implementação de ações concretas nas cidades, como identificar os impactos do calor urbano e promover ações integradas de resfriamento, planejamento urbano climático e adoção de tecnologias mais sustentáveis.

Por que agir contra o calor extremo?

O mundo enfrenta uma intensificação sem precedentes das temperaturas extremas. Nos últimos anos, foram registrados sucessivos recordes de temperatura em escala global, com impactos cada vez mais evidentes sobre a saúde pública, a educação, a segurança alimentar, o trabalho e outros setores essenciais.

A adesão de Osasco reforça o compromisso do município com a mitigação desses efeitos e dá continuidade à agenda apresentada pela cidade durante a COP30, realizada em Belém (PA) em novembro de 2025. Na Conferência, Osasco apresentou sua Declaração de Intenções para a Agenda Municipal de Ação Climática, documento que estabelece compromissos relacionados à mitigação, adaptação, justiça climática, cooperação internacional e fortalecimento da capacidade municipal de implementação de políticas climáticas.

A Declaração de Intenções apresentada pelo município estabelece, entre seus objetivos, o intercâmbio de boas práticas e soluções inovadoras, transição energética, participação social e segurança alimentar urbana, além da ampliação da cooperação técnica e do acesso a mecanismos de financiamento climático.

A iniciativa representa mais um desdobramento da SESAN e do Grupo de Trabalho para as Ações Climáticas, instância intersetorial composta por diversas secretarias municipais, voltada à governança local, articulação, planejamento integrado e respostas coordenadas aos desafios das mudanças climáticas.

Ao integrar o Beat the Heat, Osasco reafirma a importância da participação de governos locais no enfrentamento às mudanças climáticas e avança na transformação dos compromissos globais em ações concretas no território, com foco na proteção da população mais vulnerável e na construção de uma cidade mais sustentável, resiliente e preparada para os desafios climáticos.

O município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), concluiu seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, desenvolvido em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e com apoio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

O inventário constitui uma sólida base técnica para orientar as políticas climáticas locais, monitorar as emissões e fortalecer estratégias de mitigação fundamentadas em evidências. Em conjunto, essas iniciativas integram a estratégia de longo prazo de Osasco para o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar, a resiliência climática e a justiça climática.

A participação de Osasco foi confirmada pela Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), consolidando o município entre as cidades participantes da iniciativa internacional.


Fonte/Foto: SECOM/Pref. de Osasco

Mega-Sena acumula e próximo prêmio é estimado em R$ 42 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3.033 da Mega-Sena, sorteadas neste domingo (19). 

Os números sorteados foram 18 – 21 – 23 – 43 – 55 – 58.

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, na terça-feira (21), está estimado em R$ 42 milhões.

A quina teve 34 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 59.283,30. Já a quadra registrou 2.901 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.145,28.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.


Fonte: Agência Brasil | Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

Formação fortalece segurança viária em Barueri

Cinquenta agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb) concluíram o Curso de Atualização Profissional de Agente da Autoridade de Trânsito (CAP), realizado entre 18 de maio e 3 de julho. A capacitação integra as ações permanentes de qualificação voltadas ao fortalecimento da segurança viária em Barueri.

Para garantir a continuidade das operações e do patrulhamento nas vias, os participantes foram distribuídos em quatro turmas, permitindo que os serviços fossem mantidos durante todo o período de treinamento. Com carga horária de 32 horas, o curso atendeu às diretrizes da Portaria Senatran nº 966/2022 e foi oferecido por meio do Cioeste.

A programação contemplou conteúdos essenciais para a atuação dos profissionais, como ética e cidadania, legislação de trânsito, além de operação e fiscalização. O objetivo é manter os agentes atualizados sobre procedimentos, normas e boas práticas adotadas no exercício da função.

Saiba mais

O investimento na formação contínua dos servidores contribui para uma atuação cada vez mais técnica, eficiente e humanizada no atendimento à população, principalmente porque a valorização dos profissionais, que é um dos principais compromissos da Prefeitura de Barueri, torna o trânsito cada vez mais seguro para motoristas e pedestres.


Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

Caixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingo

A partir desse final de semana os horários e dias de jogos dos sorteios dos concursos regulares das modalidades lotéricas da Caixa dos sábados passarão a ocorrer aos domingos, às 11h. 

Para o próximo sorteio, no domingo (19), o prêmio da faixa principal da Mega-Sena é estimado em R$ 35 milhões.

Com a mudança, as apostas terão prazo estendido. Nas lotéricas e aplicativos, os apostadores poderão tentar a sorte até as 22h de sábado e, para os Bolões em canais eletrônicos, até as 10h45 dos domingos.

Em 2025 foram arrecadados R$ 26,61 bilhões com as 12 loterias federais diferentes comercializadas pelas casas lotéricas. As maiores arrecadações foram da Mega-Sena, com R$ 10,8 bilhões em 2025, seguido pela Lotofácil, com R$ 8,4 bi e pela Quina, com R$ 3,4 bi. 

Os canais de transmissão dos sorteios permanecem os mesmos, ao vivo pelas redes sociais oficiais da CAIXA e pelo portal G1.


Fonte: Agência Brasil | Foto: Fábio Pozzebom/Ag. Brasil

Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”.

A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação. 

A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços.

Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.

Soberania

A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil.

A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas.

Meio ambiente

A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país.

Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015.

Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.


Fonte: Ag. Brasil | Foto: Fabio R. Pozzebom/Ag. Brasil

PF faz operação contra supostas fraudes envolvendo crédito consignado

Policiais federais fazem nesta quarta-feira (15) uma operação para investigar suspeitos de usar operações de crédito consignado para lesar servidores públicos, aposentados e pensionistas. A Operação Fugazi cumpre 13 mandados de busca e apreensão no Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Federal (PF), há indícios de que empresas ligadas aos alvos da operação Fugazi apresentavam aos consumidores um suposto cartão de crédito consignado que, na prática, funcionava como empréstimo consignado com juros elevados e com mecanismos que dificultavam a quitação da dívida.

Isso gerava, segundo a PF, prejuízos ao consumidor, ao potencialmente ocasionar aumento do saldo devedor.

Também são investigados possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de valores e ativos financeiros dos investigados.


Foto: Divulgação/PF

Projeções indicam até 127 dias de calor extremo por ano até 2075

Projeções climáticas da i4sea indicam que o Brasil terá até 127 dias de calor extremo por ano até 2075, frente aos 6 dias atuais. 

Para chegar ao resultado a i4sea aplicou ao território brasileiro mais de 26 modelos climáticos globais — entre eles o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia — e hiperlocalizou os resultados para um horizonte até 2075.A i4sea é uma plataforma de inteligência climática que apoia empresas com ativos e operações impactados pelo clima em decisões estratégicas e operacionais. A ii

Segundo o estudo, a temperatura máxima média do país sobe 1,7 graus Celsius (°C), com aquecimento que chega a 7°C em algumas regiões.

O recorte regional do levantamento aponta a Região Norte como a mais exposta em 2075, com aumento médio de 2,8°C na temperatura máxima e projeção de 193 dias de calor extremo por ano.

Rondônia lidera o ranking estadual, com alta projetada de 3,95°C. “Em paralelo, o estudo indica uma tendência de até 13 ondas de calor anuais no país o que muda a forma como setores como energia, infraestrutura, saúde e logística precisam pensar continuidade operacional”, diz a i4sea.

O Centro-Oeste aparece em seguida, com aumento projetado de 2°C e salto de 5 para 107 dias de calor extremo por ano. Já no Sul, onde o aumento médio é mais contido (1,1°C), os dias de calor extremo passam de 4 para 38 por ano.

Acre e Roraima aparecem logo atrás de Rondônia no ranking estadual, com aumentos projetados de 3,36 °C e 3,16 °C, respectivamente. Em Roraima, a projeção indica até 250 dias de calor extremo por ano até 2075, ou seja, cerca de dois terços do ano sob essa condição.

O diretor presidente da empresa, Mateus Lima, afirma que o papel da plataforma é entregar para o tomador de decisão um cenário climático tão claro quanto qualquer outro indicador de planejamento estratégico como receita, câmbio, mão de obra.

“O que os dados mostram é que o calor deixará de ser um evento sazonal para virar uma variável permanente do plano de negócios. Quem incorpora isso agora ganha tempo para adaptar infraestrutura, processos e proteger as pessoas que fazem a operação acontecer”, afirmou Lima.


Foto: Tomaz Silva/Ag. Brasil

STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, no último dia 6 de julho, o bloqueio de R$ R$ 6.150.378 do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A decisão foi motivada por suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem mandato eletivo. A destinação de emendas é uma prerrogativa de parlamentares em exercício.

A decisão se tornou pública neste domingo (12), após o levantamento do sigilo judicial.

“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, disse o ministro do STF.

Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-deputado negou irregularidades e disse rejeitar a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar

Os advogados afirmam que o ex-parlamentar não foi ouvido nem intimado nesse processo, e que tomou conhecimento da decisão pela imprensa.

Direcionamento de emendas

O ministro relator da Petição nº 16.290/DF também reconheceu a conexão entre o encaminhamento de recursos públicos para Minas Gerais pelo ex-presidente da Câmara e os fatos investigados na primeira etapa da “Operação Transparência”.

A investigação bloqueou R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal (PL), o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas parlamentares.

Durante a “Operação Transparência”, a Polícia Federal (PF) identificou, a partir da análise do aparelho celular da servidora da Câmara dos Deputados Mariangela Fialek, mensagens e planilhas que indicam um esquema de direcionamento de emendas comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha. O político não exerce mandato no Congresso desde que teve seu mandato cassado em setembro de 2016 e foi preso pela Operação Lava Jato.

Dino detalhou que Fialek, apelidada de Tuca, é investigada por ser “a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do que se convencionou chamar de orçamento secreto”. O ministro ainda aponta que o orçamento secreto é popularmente reconhecido como uma forma indiscriminada de distribuição de recursos públicos.

Na decisão, Flávio Dino cita o comprometimento da integridade do sistema de emendas, com a grave distorção da destinação de recursos. “Fala-se de um espaço aberto para pagamentos motivados por interesses privados ou eleitorais, e não por critérios técnicos ou parlamentares.”

Crime de peculato

Segundo Flávio Dino, o direcionamento de orçamento público a partir da “atribuição artificial de status decisório a pessoa estranha à função formal” configura o cometimento de crime de peculato-desvio (Art. 312 do Código Penal).

O peculato é caracterizado quando um funcionário público prejudica a própria administração pública ao desviar valor ou qualquer bem de que tem a posse em razão do cargo, ainda que não haja enriquecimento pessoal direto e imediato do servidor executor.

“Não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário, no ponto em que emendas representativas de mais de R$ 6,1 milhões foram forjadamente encaminhadas e desviadas”.

“O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto”,  frisou o ministro Dino nos autos.

Demais medidas

Para tornar indisponíveis todos os bens do investigado, até o valor total do prejuízo estimado (R$ 6.150.378), Flávio Dino determinou uso do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), da ferramenta Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores (Renajud) e do cadastro da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (Cnib).

Além de decretar o bloqueio e sequestro de ativos financeiros e patrimoniais do ex-parlamentar, o ministro suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas associadas às emendas sob suspeita, impedindo novos empenhos, liquidações ou pagamentos.

Dino também intimou a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a cumprirem a ordem.

A AGU deve comunicar formalmente os municípios beneficiários afetados, em até dez dias.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) terá que, em dez dias, apresentar os documentos que comprovem a tramitação interna, de modo individualizado, das emendas identificadas pela Polícia Federal.

No mesmo prazo, a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) devem informar as providências adotadas para o cumprimento desta decisão.


Fonte: Ag. Brasil | Foto: Wilson Dias/Ag. Brasil

Novas regras proíbem publicidade de bets com promessa de ganho fácil

Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da RepúblicaAs medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

•   “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

•   “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

•   “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets.

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias. Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.


Fonte: Ag. Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil